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Especialistas angolanos divididos quanto a eleições no Congo Democrático


Félix Tshisekedi à direita e Jospeh Kabila.

Especialistas angolanos estão divididos quanto à eleição de Felix Tshisekedi para presidente da Republica Democrática do Congo.

Se alguns consideram Tshisekedi como “meramente decorativo” pelo menos um diz que a sua escolha é produto de decisões internas que devem ser respeitadas.

Especialistas angolanos divididos quanto a eleições no Congo - 19.00
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O especialista angolano de relações internacionais Bernardino Silva disse que alegações de que os resultados eleitorais na Republica Democrática do Congo não são verídicos são apenas “interpretações”.

“Há quem diga que tenham sido arranjos de algumas negociações entre o Sr. Tshisekedi que foi proclamando presidente e os propósitos da agenda de Kabila para não perder controlo”, disse o analista

“Mas com isso ficamos com posições interpretativas porque na verdade valeu de facto aquilo que as instituições angolanas definiram”, afirmou.

“Tshisekedi é o presidente agora resta saber o que vai ocorrer”, acrescentou o analista para quem das “lições aprendidas” uma delas é que “as questões do Congo são decididas dentro de Kinshasa e não em Bruxelas, Washington ou Paris”.

Bernardino Silva disse no entanto ser possível que o próximo presidente seja “meramente decorativo”.

Por outro lado Álvaro Tomé considerou que Felix Tshisekedi não é o presidente legítimo da RDC e não houve um processo da ordem democrática ano pais.

Contudo disse que “todos os sistemas políticos passam por um processo de maturação”.

Para Alvaro Tome é “extremamente negativo quando a vontade do povo não se concretiza”.

Contudo disse que é preciso respeitar as instituições congolesas.

Alvaro Tomé disse ser de prever que o partido do ex-presidente Joseph Kabila submeta uma proposta de revisão constitucional para que ele possa voltar a concorrer á presidência e “ter a possibilidade de governar sine die”.

“Penso que depois destas eleições as próximas serão muito mais bem organizadas e não teremos tantas dificuldades e problemas como nestas eleições”, afirmou.

O analista política político António Fernandes disse por seu turno que as organizações regionais do continente africano saíram desta questão “menos credibilizadas”.

“Toda a gente tem consciência de Martin Fayulu venceu de forma esmagadora e indubitável as eleições”, diss

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