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Envolvidos nos incidentes de 1 de Fevereiro são reincidentes, diz homem forte das FA guineenses


Militares guineenses (Foto de Arquivo)

Biagué Na Ntan, que regressou hoje ao país, afirma que os acusados da alegada tentativa de golpe de Estado tinham sido detidos antes noutras ocasiões e soltos pelo tribunal

O chefe do Estado-Maior das Forças Armadas da Guiné-Bissau sabe quem são os autores da alegada tentativa de golpe de Estado do passado dia 1, mas, sem indicar nomes, alerta que são reincidentes.

"Não é nada de novo, é um acto preparado há muito tempo pelas mesmas pessoas que estiveram envolvidas noutras tentativas", disse Biagué Na Ntan a jornalistas nesta terça-feira, 15, no Aeroporto Internacional Oswaldo Vieira no regresso de Barcelona, na Espanha, onde se encontrava em tratamento médico há semanas.

Ele revelou que as Forças Armadas detiveram as mesmas pessoas, em duas ocasiões anterior, mas que o tribunal as colocou em liberdade por não terem executado a acção.

"O tribunal disse que não havia provas, aliás, que, no meu caso particular, como não fui assassinado, não havia crime e caso tivesse sido assassinado por eles, então, aí sim, essas pessoas seriam julgadas", revelou Na Ntan, em crioulo, acrescentando que essas pessoas “têm como objectivo desestabilizar" o país.

Questionado sobre informações de que ele teria morrido em Espanha, o homem forte do exército garantiu não estar preocupado com a sua morte, mas sim “com a falta de tranquilidade na Guiné-Bissau”.

“É isso que quero dizer ao povo guineense", concluiu o general, lamentando que "certas pessoas não queiram a paz" que, segundo ele, está a ser implantada na Guiné-Bissau "nos últimos quatro anos".

Biagué Na Ntan, que não estava no país aquando da alegada tentativa de golpe de Estado, não revelou os nomes dos detidos.

Acusações do Presidente

Entretanto, na quinta-feira, 10, Presidente da República acusou o antigo chefe da Marinha, contra-almirante José Américo Bubo Na Tchuto, de estar implicado na acção, juntamente com Tchamy Yala, também ex-oficial, e Papis Djeme.

“O antigo chefe do Estado-Maior da Marinha, estava na prisão, ele também esteve preso nos Estados Unidos, ele está implicado nisso, também Papis Djeme e Tchamy Yala, todos estiveram presos nos Estados Unidos", afirmou o Presidente em declarações em francês a jornalistas estrangeiros na Presidência da República.

Embaló revelou ainda que "Bubo estava no quartel-general da Marinha... em determinado momento entendi que os assaltantes disserem vamos chamá-lo para nos enviar reforços".

Bubo Na Tchuto, Papis Djeme e Tchamy Yala foram presos pela agência americana de luta contra a droga, DEA, em águas internacionais perto da costa da Guiné-Bissau em Abril de 2013 e cumpriram penas de prisão nos Estados Unidos.

Entretanto, o antigo homem forte da marinha está em liberdade na Guiné-Bissau e não foi detido em momento algum durante os incidentes de 1 de Fevereiro.

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