O enviado presidencial do clima dos Estados Unidos, John Kerry, encontrou-se nesta segunda-feira, 27, em Brasilia, com o o vice-presidente, Geraldo Alckmin, e a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva.
"John Kerry não definiu o valor, mas disse que vai-se empenhar junto ao Congresso americano, Governo e iniciativa privada dos Estados Unidos para que o Brasil tenha recursos vultosos”, afirmou à imprensa Geraldo Alckmin, no final do encontro.
O vice-presidente brasileiro garantiu que os EUA não esperam nada em contrapartida com esta ajuda financeira e reiterou que “o compromisso do Brasil já ficou claro na presença do Presidente Lula no encontro com o Presidente Joe Biden, compromisso do Brasil de ser o grande protagonista no combate às mudanças climáticas”.
Alckmin não especificiou se essa ajuda destina-se ao Fundo Amazonas, que tem um orçamento cerca de mil milhões de dólares.
Ele acrescentou ainda que "temos projectos na área humanitária, apoio às comunidades indígenas, contra a desnutrição, a desflorestação e a luta contra organizações criminosas” que operam na Amazónia, bem como outros que visam “proporcionar novas oportunidades de rendimento aos 28 milhões de pessoas que vivem naquela região”.
Antes, a embaixada dos Estados Unidos no Brasil disse em nota que a visita de Kerry pretende "discutir dois assuntos centrais: questões climáticas e combate ao desmatamento".
No início do mês, o Presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, manifestou o seu interesse em colaborar financeiramente com o Fundo Amazónia, num montante que pode chegar a 50 milhões de dólares.
Kerry, que chegou ontem ao Brasil, vai reunir-se com parlamentares, ministros e empresários.
No passado dia 10, Joe Biden recebeu na Casa Branca o seu homólogo brasileiro Lula da Silva e o combate às mudanças climáticas esteve no centro das conversas.
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