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Empresas estatais de Moçambique e África do Sul aumentam participação no gasoduto ROMPCO


Projecto de Gás da Sasol, Temane, Inhambane, Moçambique,
Projecto de Gás da Sasol, Temane, Inhambane, Moçambique,

As empresas estatais de energia da África do Sul e de Moçambique exerceram os seus direitos de compra dos 30% de participação no gasoduto ROMPCO, que a Sasol está a vender, reporta a Reuters.

Criado em 2004, o gasoduto ROMPCO transporta gás de Pande e Temane, na província moçambicana de Inhambane, até a África do Sul.

A empresa petroquímica Sasol disse, no mês passado, que estava a vender a participação no gasoduto ROMPCO de Moçambique para a África do Sul a um consórcio de investidores, incluindo o Reatile Group por um montante inicial equivalente a 293 milhões de dólares.

Segundo reporta a Reuters, o negócio estava sujeito a direitos de preferência sobre as acções detidas pelos actuais acionistas iGAS, subsidiária do Fundo Central de Energia da África do Sul, e a Companhia Moçambicana de Gasoduto (CMG), subsidiária da Empresa Nacional de Hidrocarbonetos de Moçambique.

O iGAS e o CMG agora aumentarão as suas participações na ROMPCO para 40% cada, ante o seu nível actual de 25%. A Sasol, que tenta se desfazer de activos para pagar dívidas, vai reduzir a sua participação de 50% para 20%.

A transacção será totalmente financiada com dividendos passados e futuros gerados pelo gasoduto de 865 quilómetros, disseram o Fundo Central de Energia e a Empresa Nacional de Hidrocarbonetos (ENH) num comunicado conjunto.

“Ter os dois governos como accionistas maioritários do gasoduto transfronteiriço é estratégico, uma vez que o gasoduto é a única fonte de gás para o mercado sul-africano”, disse o presidente-executivo da ENH, Estêvão Pale.

A Sasol confirmou que "recebeu notificações de direitos de preferência e agora analisará as notificações. Acreditamos que os parceiros bem-sucedidos agregarão valor significativo a este importante activo de energia regional."

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