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Empresas angolanas “precisam de ajuda já"


Empresários e economistas angolanos disseram que o recém aprovado apoio financeiro para as micro, pequenas e médias empresas do país precisa de ser desburocratizado.

O programa é de 448 mil milhões de Kwanzas e visa ajudar essas empresas no período de excepção causado pelo coronavírus.

O empresário José Lampreia, sócio-gerente de uma metalúrgica com actividade nas províncias da Huíla e de Benguela disse que no seu caso a situação é mais complicada porque o governo não paga o que já lhe devia.

‘’A nossa situação é complicada, temos de pagar salários, o Governo não está a pagar o que nos deve”, disse.

“Parei todas as obras, vamos ver se vale a pena, se há vantagens nesse pacote, mas a continuar assim … não sei, é duro’’, acrescentou.

A pensar no que chama de excesso de burocracia no acesso ao crédito, o economista Janísio Salomão avisa que a tesouraria das empresas não pode esperar.

“As empresas precisam de dinheiro já, agora neste fim do mês, porque há salários, água, luz, muito por pagar e não têm liquidez’’, disse o economista.

Salomão disse ainda que esperava mais do lado fiscal, outra componente das medidas que as autoridades dizem ser imediatas, fazendo notar que por exemplo o imposto industrial vai continuar a ser pago tendo apenas sido “esticado” o prazo de pagamento.

“No caso do IVA, só as empresas que importam bens essenciais para o sector produtivo é que têm alguma isenção’’, acrescentou.

Já a vice-presidente da Confederação Empresarial Angolana (CEA), Filomena Oliveira, teme que os apoios não saiam de Luanda mas disse que há agora uma oportundiade “para que possamos desburocratizar e, em conjunto, trabalharmos para a democracia no comércio”.

“Os empresários fora de Luanda são obrigados a vir a Luanda até para tratar de papelitos para os financiamentos’’, disse.

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