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Empresários e cidadãos cabo-verdianos com dificuldades para obter vistos


Europa e Estados Unidos apertam requisitos

As autoridades cabo-verdianas, que presidem a Comunidade de Países de Língua Portuguesa neste momento, colocaram como uma das bandeiras do seu mandato a mobilidade dos cidadãos no âmbito da CPLP.

Tanto o Presidente como o Governo têm também advogado por uma livre circulação noutros espaços como a União Europeia.

Entretanto, no dia a dia, tanto cidadãos comuns como empresários enfrentam cada vez mais dificuldades em obter um visto.

A mais recente denúncia foi feita na segunda-feira, 13, pelo secretário-geral da Câmara de Comércio de Barlavento, José Lopes, quem alertou ser cada vez mais difícil organizar missões de empresários ao exterior.

"Há mais burocracia" e "se as coisas continuarem como estão”, adverte Lopes, "as possibilidades de organização de missões tornam-se cada vez mais difíceis e por vezes impraticável”.

Em conferência de imprensa no Mindelo, aquele responsável afirmou não pedir "nenhum tratamento de favor, mas sim compreensão.

“Acreditamos, por isso, que no futuro possa haver uma abertura maior porque percepcionamos que as dificuldades, a burocracia e as exigências são cada vez maiores”, acrescentou José Lopes, lembrando que esta situação "afecta tanto homens de negócios cabo-verdianos como os países que eles visitam.

No início de Abril o presidente da Câmara de Comercio de Sotavento, a outra organização empresarial do país, decidiu interromper uma missão de empresários a Portugal depois do Centro Comum de Vistos, na cidade da Praia, que é gerido por Portugal, em representação de 17 países da União Europeia, ter recusado vistos a três homens de negócios.

O presidente Jorge Spencer Lima encorajou os seus associados a procurarem outros parceiros e fornecedores fora de Portugal.

Redução de vistos para os EUA

Entretanto, os cidadãos cabo-verdianos também viram aumentadas as dificuldades em obter visto para os Estados Unidos, depois de o país ter entrado numa lista de 20 Estados que, em termos relativos, mais idadãos com vistos ficam ilegalmente no país.

Num recente vídeo divulgado sua pagina no Facebook, a Embaixada dos Estados Unidos na Praia, alertou para este facto e explicou os motivos pelo quais os cabo-verdianos têm cada vez mais dificuldades em conseguirem visto.

Stephen Le Compte, consul-geral americano, revelou que em 20167, 18 por cento dos cabo-verdianos que viajaram como turistas ou em negócios ficaram ilegalmente nos Estados Unidos "violando as leis da migração".

Aquele responsável advertiu que enquanto aquele número não descer, os cabo-verdianos terão mais dificuldades ainda para conseguiram obter um visto para o país.

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