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Empresários angolanos do ramo de exploração de rochas ornamentais queixam-se de limitações


Estaleiro da CR20, empresa que reabilitou o caminho de ferro de Benguela

Transporte é um dos grandes problemas apontados pelos empresários do sector na Huíla

Empresários angolanos do ramo de exploração de rochas ornamentais na província da Huíla queixam-se de limitações no exercício das suas actividades, principalmente na transportação de mercadorias e importação de maquinaria.

As limitações consistem no número de rochas a transportar e na morosidade na importação de acessórios para a maquinaria, o que concorre para a baixa produção.

Por entender que a degradação da estrada nacional 280, que liga as cidades do Lubango e de Moçâmedes, está associada à transportação de rochas para o porto comercial do Namibe, as autoridades decidiram proibir grandes quantidades.

O empresário Lucas Nelson entende que as restrições impostas estão a tornar difícil a actividade e a reduzir os níveis de produção.

“Nós estávamos em torno de 6 a 7 mil metros ano e agora baixamos para 4.500 por ano. Reconhecemos que temos que preservar o tapete asfáltico, são infra-estruturas onerosas que temos de preservar, mas o critério de restrição é que não estamos de acordo. Então o critério seria mais no peso do que na quantidade de blocos”, explica Nelson.

A alternativa que se apontava viável é o Caminho de Ferro Moçâmedes, (CFM), que, segundo aquele empresário, não se tem revelado uma solução.

“O critério de selecção de empresas também não é muito transparente. Nós mesmo não temos nenhum benefício do caminho-de-ferro porque notamos que seria o meio viável para transportar e iria diminuir significativamente os custos, mas o caminho-de-ferro também tem limitações”, aponta..

Edna Eianga, empresária do sector minério, refere que a dificuldade de importação dos acessórios para a maquinaria está a ter impacto na vida das empresas.

“Ainda assim temos que fazer. Demora muito facto que contribui na pouca produção e produtividade e isso implica baixa na produção e nas vendas. Nós temos que pagar salários e temos outros compromissos como pagamento de impostos”, lembra Eianga.

A VOA tentou, sem sucesso, ouvir o Caminho-Ferro de Moçâmedes (CFM) o Gabinete Provincial de Desenvolvimento Integrado.

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