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Empresário angolano desafia presidente do Tribunal Supremo a deixar o cargo e ir à justiça


Kito dos Santos diz que Rui Ferreira usurpou empresa de que era sócio

O Serviço de Investigação Criminal (SIC) de Angola ouviu no passado dia 29 o empresário Francisco Mateus Dias dos Santos “Kito dos Santos”, constituido arguido no processo que lhe foi movido pelo presidente do Tribunal Supremo, Rui Constantino Ferreira, depois dele ter acusado o juiz de usurpar os negócios do Grupo Arosfran, que lhe pertencia.

Kito dos Santos também lançou recentemente uma campanha a pedir a demissão de Rui Ferreira do cargo.

O empresário era cliente do escritório de advocacia de Rui Constantino Ferreira, mas as relações entre os dois azedaram-se em 2011 depois de o Governo ter expulso o sócio libanês do Grupo Arosfran, procurado pelas autoridades americanas por alegado financiamento à rede terrorista do Hezbollah.

Com a expulsão do sócio libanês, Kito dos Santos diz ter sido colocado à margem do processo de confisco daquele grupo empresarial por parte do Estado, com a ajuda de Rui Ferreira.

Por conseguinte, e segundo o empresário, os negócios do Grupo Arosfran ficaram supostamente com a família Ferreira.

Com as mudanças dos últimos anos, Kito dos Santos recorreu às autoridades judiciais contra o seu antigo advogado.

Em várias entrevistas, inclusive à VOA, ele reiterou que Ferreira ficou com os negócios do seu grupo empresarial e passou a gestão para os filhos dele.

Agora, Rui Ferreira acusa Kito dos Santos de difamação e recorreu ao Serviço de Investigação Criminal, mas o empresário diz não temer processo.

“Esse processo não me intimida nem me apoquenta”, reiterou, desafiando Rui Ferreira a abandonar a presidência do Tribunal Supremo para concorrerem em pé de igualidade.

“Temos que acabar com essas atrocidades judiciais”, disse.

Refira-se que Kito dos Santos abriu recentemente uma campanha para pedir a demissão de Rui Ferreira.

A VOA tentou sem sucesso ouvir Rui Ferreira.

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