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Empresário angolano Carlos São Vicente detido


Carlos São Vicente

O empresário angolano Carlos São Vicente, antigo presidente da empresa AAA, indiciado dos crimes de peculato, participação económica, tráfico de influência e branqueamento de capitais pela Procuradoria-Geral da República (PGR), foi colocado em prisão preventiva no estabelecimento prisional de Viana, depois de nove horas de interrogatórios.

A VOA sabe que ainda hoje, e enquanto decorria o interrogatório, uma equipa da PGR esteve na sede da Sonangol, onde revistou os arquivos relacionadas com a seguradora AAA.

São Vicente tinha sido construído arguido na quarta-feira, 16, durante um primeiro interrogatório na Direção Nacional de Investigação e Ação Penal por suspeita de crimes de peculato e branqueamento de capitais.

O processo começou quando há meses as autoridades judiciais da Suíca congelaram uma conta de São Vicente, no valor de 900 milhões de dólares, por suspeita de branqueamento de capital.

Em Angola, a PGR apreendeu vários bens dele e na sexta-feira, 17, foram congeladas as contas da esposa Irene Neto, em Angola.

Ao mesmo tempo, as autoridades judiciais angolanas enviaram cartas rogatórias às suas congéneres de Portugal e Luxemburgo a pedir o congelamento das contas e bens da filha do antigo Presidente, Agostinho Neto,

A Sonangol teve um papel decisivo na criação da empresa AAA que durante anos teve o monopólio do negócio de seguros do setor petrolífero em Angola, com uma arrecadação anual de centenas de milhões de dólares.

Sabe-se que muitas contas bancárias em nome de vários familiares e controladas pessoalmente por São Vicente também foram abertas na Suíça, inclusive uma em nome da mulher.

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