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Governo guineense alega caducidade de acordo e suspende emissões da RTP e RDP

  • Redacção VOA

Ministro da Comunicação Social acusa Portugal de não ter respondido "por falta de vontade" às propostas de um novo acordo

O Governo da Guiné-Bissau anunciou o fim do acordo de cooperação na área da comunicação social e a consequente suspensão das actividades da RTP, da RDP e da Agência Lusa.

A informação foi revelada nesta sexta-feira, 30, pelo ministro da Comunicação Social Vítor Pereira alegando o silêncio do Governo português em avançar com um novo acordo.

Pereira disse que a 30 de Março, o Governo guineense enviou uma carta ao Executivo português a pedir a a revisão do acordo de cooperação no sector da comunicação social.

"Apresentamos uma proposta de um segundo acordo no domínio da comunicação social com ideias para suprir as lacunas existentes", mas, segundo o governante, o Governo português não respondeu, "o que revela uma manifesta falta de vontade".

A 1 de Junho, Vitor Pereira garante que o seu Governo enviou uma nova carta ao ministro da Cultura de Portugal a informar da decisão de suspender a cooperação no sector da comunicação social e, outra vez "sem qualquer resposta.

A medida entra em vigor à meia-noite de hoje.

RTP lamenta

A RTP lamentou "profundamente" a decisão da Guiné-Bissau de "impedir os guineenses de acederem às emissões da RTP África e da RDP África", e considerou que tal "só pode ser visto como um retrocesso".

"Estas emissões constituem há muito uma janela da Guiné-Bissau para o mundo; são também o lugar de encontro dos povos lusófonos onde, todos os dias, sabemos uns dos outros", disse o grupo RTP em comunicado, lembrando que "Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal e São Tomé e Príncipe têm feito destas emissões um espaço de liberdade, de desenvolvimento e de respeito mútuo".

A empresa pública portuguesa afirmou esperar que a situação seja ultrapassada o mais rapidamente possível.

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