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Embaixador americano no Brasil homenageia fuzileiros navais no dia em que Bolsonaro fala em pólvora


Jair Bolsonaro, Presidente do Brasil

Washington e Brasília lançam Diálogo Ambiental EUA-Brasil

O embaixador dos Estados Unidos no Brasil, Todd Chapman, colocou nas redes sociais na noite de terça-feira, 10, uma homenagem ao aniversário do corpo de fuzileiros navais norte-americano, cujo aniversário se assinala nesse dia.

No vídeo, o diplomata americano exaltou o poderio militar dos EUA e a presença dos fuzileiros navais em vários países, inclusive no Brasil.

Em texto a acompanhar o vídeo, o embaixador escreveu que a actuação do corpo militar permite "construir com segurança uma relação bilateral mais forte com o Brasil".

O vídeo de Chapman chamou atenção por ter sido colocado horas depois de o Presidente brasileiro Jair Bolsonaro ter feito referência a uma afirmação do candidato democrata à presidência americana Joe Biden, projectado pela imprensa como vencedor da eleição presidencial, em que diz que “tem que ter pólvora”.

"Assistimos há pouco aí um grande candidato a chefia de Estado dizer que, se eu não apagar o fogo da Amazónia, ele levanta barreiras comerciais contra o Brasil", afirmou Bolsonaro num evento, em que, apesar dos pedidos da imprensa, não felicitou nem se referiu a Biden.

Biden tinha dito que o Brasil pode enfrentar "consequências económicas significativas" se não parar de "destruir" a floresta.

"E como é que podemos fazer frente a tudo isso? Apenas a diplomacia não dá, não é, Ernesto [Araújo, ministro das Relações Exteriores]? Quando acaba a saliva, tem que ter pólvora, senão, não funciona. Não precisa nem usar pólvora, mas tem que saber que tem. Esse é o mundo. Ninguém tem o que nós temos", declarou Bolsonaro no evento no Planalto.

O vídeo em homenagem aos fuzileiros navais não faz qualquer referência ao discurso de Bolsonaro.

A homenagem de Chapmann cita que o corpo de fuzileiros navais dos Estados Unidos é o maior do mundo e está sempre pronto para atacar.

A embaixada dos Estados Unidos em Brasília, citada pelo portal G1 da Globo, afirmou que é comum aos americanos homenagear os fuzileiros.

Diálogo ambiental lançado em Brasília

Entretanto, também ontem, 10, Washington e Brasília lançaram o Diálogo Ambiental EUA-Brasil com a participação do subsecretário de Estado para Crescimento Económico, Energia e Meio Ambiente, Keith Krach, a USAID, o secretário brasileiro de Assuntos de Soberania e Cidadania, embaixador Fabio M. Marzano, o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, e várias agências norte-americanas.

O ministro brasileiro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, abriu o Diálogo, que visa agilizar diversas áreas de colaboração, como prevenção e gestão de incêndios, economias florestais sustentáveis, protecção do meio ambiente urbano, combate a crimes de conservação, prevenção e resposta a desastres ambientais e planejamento e gestão de terras públicas de conservação e turismo.

Por seu lado, o embaixador americano Todd Chapman, afirmou que “o Diálogo reforça a colaboração histórica e produtiva em questões ambientais entre os EUA e o Brasil, e fortalecerá nossa já forte parceria e abrirá as portas para novas oportunidades.”

Um comunicado da embaixada americana reitera que “o Diálogo demonstra o compromisso dos EUA e do Brasil em inovar ainda mais na preservação do meio ambiente e na criação de oportunidades para o futuro”.

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