Links de Acesso

Eleições presidenciais agitam águas em Bissau


Candidaturas independentes podem "complicar as contas" dos partidos

Adão Ramalho

As principais forças políticas da Guiné-Bissau começam a posicionar-se para as eleições presidenciais de 24 de Novembro, no momento em que independentes também mostram-se dispostos a entrar na luta.

O PAIGC, a principial força política do país, está a gerir o caso de Cipriano Cassama, primeiro vice-presidente do partido e que através duma carta dirigida ao lider, Domingos Simoes Pereira, declarou a intenção de concorrer às primárias do partido.

Eleições presidenciais agitam águas em Bissau
please wait

No media source currently available

0:00 0:02:11 0:00

Ainda na área de influência do partido no poder, o antigo presidente e primeiro-ministro Carlos Gomes Júnior anunciou que será candidato.

No lado da oposição, Braima Camara, coordenador do MADEM-G15, e Umaro Sissoko Embalo, antigo primeiro-minisstro e terceiro vice-coordenador do mesmo partido, admitem concorrer às primárias de 9 de Agosto, de onde sairá o candidato às presidenciais.

Por agora, Vladmir Deuna, membro da Comissão Política do mesmo partido, Vladimir Deuna, anunciou a sua candidatura independente.

Também no Partido da Renovação Social, o ambiente parece aquecer.

Fontes da VOA indicam que Florentino Mendes Pereira, secretário geral da terceira força política guineense, pode avançar para as primárias, nas quais deve enfrentar George Malu, um dos vice-presidentes.

Nuno Gomes Nabiam, presidente de Assembleia do Povo Unido, que concorreu contra José Mário Vaz, em 2014, parece lançar-se em mais uma corrida ao Palácio Presidencial.

À margem dessas movimentações, está o Presidente cessante, José Mario Vaz, que não disse ainda se vai recandidatar-se, mas observadores políticos apontam que ele será candidato à sua própria sucessão.

O analista Luís Peti chama a atenção para a disciplina partidária, que, para ele, vai impor-se.

“A orientação do partido vai no sentido de os militantes de um determinado partido, do PAIGC, MANDEM, PRS..., apoiarem o candidato que o partido decidir apoiar. Se não for o caso, deve assumir as consequências de ter violado o estatudo do partido”, lembra.

Para o também analista político Rui Landim, é importante que o país conheça um Presidente à altura de expectativa da população.

“Essas disputas muitas vezes são de má-fé. Todos têm ligitimidade, mas se for a nível do partido que se escolha o melhor, este é um desafio que o país não pode perder, de ter um Presidente à altura”, defende Landim.

O cronograma da Comissão Nacional de Eleição determina que os candidatos apresentem as suas candidaturas até 25 de Setembro, devendo ser validada ou não pelo Supremo Tribunal de Justiça até 15 de Outubro.

Fórum Facebook

XS
SM
MD
LG