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Educação em Angola: um setor instável, com três ministras em menos de três anos


Alunos em Angola

Em pouco mais de dois anos e meio, o Presidente angolano nomeou três ministras da Educação, fato que começa a ser questionado por sindicatos e pela Associação dos Estudantes Angolanos, que criticam a falta de estabilidade no Ministerio e apontam grandes desafios para a nova titular da pasta.

A partir desta quarta-feira, 18, Luísa Maria Alves Grilo é a nova ministra da Educação, em substituição de Ana Paula Tuavanje Elias, nomeada em Outubro de 2019.

Elias tinha subistituido Maria Cândida Pereira Teixeira, indicada em 2017.

Estas constantes mudanças têm levantado várias preocupações, num setor que precisa de estabilidade e continuidade, o que não tem acontecido.

Por exemplo, Francisco Teixeira, presidente do Movimento dos Estudantes Angolanos, afirma que estas mudanças demonstram “a falta de seriedade e irresponsabilidade para com o setor da Educaçao”.

Já o presidente do Simprof Guillherme Silva considera que elas revelam “o nivel de instabilidade do setor”, embora reconheça que a ministra exonerada devia ter sido afastada “faz tempo”.

Entre os desafios que Luísa Maria Alves Grilo tem pela frente, Guillherme Silva aponta o fim da monodocencia, distribuição gratuita de manuais escolares no ensino primário, diminuição do número de alunos nas salas de aulas, compensação do tempo de serviço para os professores e a atribuição do subsidio de isolamento a professores que trabalham em locais distantes.

O Simprof e o Ministério da Educação continuam a negociar um caderno com 10 pontos reivindicativos apresentados pelo sindicato.

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