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Economistas vêem mérito nas medidas de João Lourenço mas alertam para tempos difíceis


A consultora internacional de rating Fitch prevê que as medidas de reformas da economia tomadas pelo Presidente João Lourenço vão colocar o país num bom plano a médio e alongo prazos, mas no imediato podem causar perturbações sociais.

Especialistas angolanos concordam com a posição da consultora, mas advedrtem que Lourenço não tinha outra alternativa.

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As reformas implementadas pelo Executivo podem trazer uma lufada de ar fresco à economia angolana mas idfentro de alguns anos, diz a Fitch, que no entanto, adverte que, no curto,prazo há riscos de instabilidade social.

O economista e deputado da CASA-CE Manuel Fernandes diz que algum dia teria de haver a viragem para o desafogo da economia.

"Vai ser melhor assim para o Estado porque vai ter menos responsabilidade para com o cidadão já que é um agente despesista e péssimo agente económico e quanto mais rápido passar esta função para os privados e cuidar apenas da regulação da economia, melhor", afirma Fernandes, embora diga estar um pouco céptico porque o Presidente João Lourenço tem vontade "mas os quo o rodeiam continuam com os vícios antigos do passado".

Faustino Mumbica, outro economista, diz que estas medidas deviam
ter sido implementadas "no tempo das vacas gordas" e que agora o aperto vai ser muito duro para os angolanos.

"Pela primeira vez os cidadãos vão começar a pagar impostos e taxas altíssimas, é óbvio que poderemos ter algumas convulsões sociais que não são boas", explica Mumbica, lembrando que o Governo não controla vários factores, como a política cambial e fiscal e o preço do petróleo".

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