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Economistas de Angola aplaudem BNA mas não confiam na transparência dos bancos comerciais


Luanda, Banco Nacional de Angola

Vendas directas de divisas deixaram de ficar sob a responsabilidade exclusiva do Banco Nacional de Angola

Agentes económicos aplaudiram a decisão do Banco Nacional de Angola de
deixar de proceder a vendas directas de divisas, mas não confiam na transparência dos bancos comercias.

Para falar sobre o assunto, ouvimos o gestor bancário Aldemir Viegas, os economistas Fernando Vunge e Precioso Domingos.

Economistas de Angola aplaudem BNA mas não confiam na transparência dos bancos comerciais
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A partir desta semana, as vendas directas de divisas deixaram de ficar sob a responsabilidade exclusiva do Banco Nacional de Angola aliviando, com base nesta decisão, as preocupações dos cidadãos, principalmente da classe empresarial.

O banco central angolano informou que no âmbito da normalização do funcionamento do mercado cambial, retomou recentemente a venda de moeda estrangeira nos leilões de divisas sem indicação específica das operações ou importadores para os quais os fundos devem ser vendidos pelos bancos comerciais

Segundo o Banco Nacional de Angola, o sistema ajustado de vendas directas permitiu que o banco central tivesse um entendimento mais preciso da metodologia necessária para a proteção das reservas internacionais e emitisse regulamentação e orientações aos bancos comerciais adaptados a esse objectivo.

O banco central entende agora, após o período de maior intervenção, com o mercado cambial atualmente mais bem regulamentado e com maior regularidade na oferta de moeda estrangeira, que estão criadas as condições para que sejam novamente os bancos comerciais a realizarem a alocação de moeda estrangeira aos seus clientes.

No exercício das suas responsabilidades de supervisor e de autoridade cambial, o BNA compromete-se a trabalhar junto das instituições financeiras, para que esta transição seja bem-sucedida e ocorra sem quaisquer impactos negativos na actividade económica do país.

Por outro lado, aquela instituição financeira indica, que continuará ainda a transmitir aos mercados as orientações que se mostrem necessárias e a proceder aos acertos que o contexto macroeconómico recomendar para garantir o normal funcionamento do mercado cambial.

Para o gestor bancário, Aldemir Viegas, o Banco Nacional de Angola tomou uma decisão acertada, uma vez que teve de assumir o papel de regulador para o equilíbrio do mercado.

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