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Donald Trump ordena suspensão de viagens do Brasil


Membros da comunidade do Parque das Tribos choram a morte do Chefe Messias, 53 anos, da tribo Kokama que faleceu vitima da COVID-19, em Manaus, Brasil, 14 Maio, 2020.

A Casa Branca diz que o Presidente está a tomar esta "ação decisiva ... para ajudar a garantir que os estrangeiros que estiveram no Brasil não se tornem uma fonte de infecções adicionais no nosso país".

A medida entrará em vigor na quinta-feira, 29.

O Brasil possui o segundo maior número de casos de coronavírus do mundo.

A decisão aplica-se a estrangeiros que desejam vir para os Estados Unidos e estiveram no Brasil nos últimos 14 dias, período em que especialistas em saúde dizem que alguém que possa ter COVID-19 pode infectar outros mesmo que não apresente sintomas. O presidente também proibiu as viagens da China, Reino Unido e Europa.

Residentes permanentes nos EUA e suas famílias imediatas são isentos, juntamente com o que Trump chama de "fluxo livre de comércio".

Filipe Martins, que assessora o presidente brasileiro Jair Bolsonaro em assuntos internacionais, disse que os Estados Unidos estavam a tratar o Brasil como a outros países populosos e sugeriu que a mídia estava a exagerar a proibição de Trump.

No domingo, o Brasil tinha mais de 347 mil casos de COVID-19 - o segundo maior número depois dos Estados Unidos, de acordo com a Universidade Johns Hopkins.

O presidente de extrema direita do Brasil, Jair Bolsonaro, há meses minimiza a gravidade do coronavírus, pedindo às empresas que reabram e rejeitando muitas recomendações de distanciamento social.

Bolsonaro descartou o vírus como nada mais do que "um pouco de gripe" e diz que uma economia destruída matará mais pessoas do que a doença. E disse que os brasileiros preocupados com o coronavirus são neuróticos.

Mas alguns especialistas brasileiros em saúde alertam que o sistema de tratamento de pessoas se está a desmoronar e que o número de vítimas ainda não atingiu o pico. Eles também dizem que o número de mortos entre a população indígena do país é o dobro de todos os outros.

Dados da agência de aviação civil brasileira mostram que já se resgitou uma redução acentuada nos voos do Brasil para os EUA. Havia mais de 700 voos do Brasil para os EUA em fevereiro deste ano. Dois meses depois, em Abril, houve apenas 140 voos. No mesmo mes mas de 2019 realizaram-se 700 voos do Brasil para os Estados Unidos

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