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Dois feridos e vários presos em manifestação de antigos militares no Huambo


Marcha tinha por destino a sede do Governo da província

Dois manifestantes ficaram feridos e cerca de 15 foram detidos quando centenas de antigos combatentes protestavam em algumas das principais artérias da cidade do Huambo para pedir o seu enquadramento na lista dos reformados das Forças Armadas Angolanas (FAA).

O incidente ocorreu ao princípio da tarde desta sexta-feira, 20, após uma reunião na unidade militar da região centro-sul, que decidiu que, dos mais de 500 ex-militares nessa condição, apenas 150 serão reenquadrados.

Dois feridos e vários presos em manifestação de antigos militares no Huambo - 2:30
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A decisão enfureceu os antigos militares que decidiram marchar até à sede do Governo da província, tendo a polícia tentado parar a manifestação.

Muitos dos antigos militares estavam munidos de armas brancas e houve confrontos entre os dois lados.

"A policia começou a disparar directamente contra os homens. Dispersou os homens com gás lacrimogéno e deteve 15 manifestantes", precisou a testemunha.

Duas pessoas ficaram feridas e foram conduzidas ao hospital, mas apresentam um quadro clínico estável, soube a VOA de familiares que não quiseram gravar entrevista.

João Pereira, morador do bairro Santo António, conta que houve inclusive queima de pneus e outros actos de vandalismo, mas critica o facto de a polícia ter decidido por disparar os manifestantes.

Os ex-militares, na sua maioria com deficiências físicas, clamam pelo seu enquadramento como forma de subsistência familiar.

Contactado pela VOA,o responsável do Gabinete de Comunicação Institucional do Ministério do Interior, Martinho Kavita, disse não estar autorizado a pronunciar-se sobre o assunto, prometendo fazê-lo tão logo tenha todos os dados.

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