Links de Acesso

Dirigentes e técnicos séniores da Sonangol ouvidos pela PGR no "caso São Vicente"


Edifício Sede da Sonangol em Luanda

A Procuradoria-Geral da República(PGR) de Angola ouviu na terça-feira, 6, dois altos funcionários da petrolífera angolana, Sonangol, notificados como declarantes para “ajudarem a aclarar os fatos” relativos ao processo de investigação ao empresário Carlos de São Vicente, preso preventivamente sob acusação de transferência ilícita de 900 milhões de dólares para um banco suíço.

António Órfão e David Jasse estiveram na Direcção Nacional de Investigação e Ação Penal (DNIAP) da PGR, depois de já lá ter estado, na passada semana, o antigo diretor da petrolífera nacional, Francisco de Lemos.

Dois outros funcionários séniores, que não compareceram na última audiência, deverão ser ouvidos nos próximos dias, segundo o porta-voz da PGR, Álvaro João.

Dirigentes e técnicos séniores da Sonangol ouvidos pela PGR no "caso São Vicente - 3:00
please wait

No media source currently available

0:00 0:02:06 0:00

Em declarações à VOA, Álvaro João disse que esses funcionários foram arrolados como declarantes e que só as investigações em curso deverão determinar quem são os que deverão responder também criminalmente.

“Estamos a investigar para determinar a culpabilidade de cada um”, esclareceu aquele responsável.

O processo crime movido contra São Vicente resultou já na apreensão de vários imóveis do antigo presidente da seguradora AAA, entre eles o edifício Adli e Thyke Hotel (Tower) em Luanda.

O Serviço Nacional de Recuperação de Ativos da PGR também colocou sob controlo do Cofre Nacional de Justiça, como fiel depositário, um imóvel adjacente ao terminal da transportadora rodoviária Macon e vários edifícios situados no condomínio Sodimo, na Praia do Bispo.

O confisco dos edifícios e hotéis pertencentes à AAA aconteceu depois das autoridades suíças terem congelado uma conta com 900 milhões de dólares do empresário, num banco onde tinha também domiciliadas contas em nome de vários familiares, incluindo da sua mulher Irene Neto.

A PGR sustenta que todos esses bens foram obtidos com fundos públicos.

Irene Neto, filha do primeiro Presidente angolano, Agostinho Neto, que viu as suas contas congeladas em Angola, considerou o processo movido contra si e o seu esposo como sendo um “massacre judicial e mediático” sobre a sua família e “interferência do poder político no poder judicial e também uma vingança mesquinha desnecessária”.

Fórum Facebook

XS
SM
MD
LG