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Dirigente do MPLA revela pressão para deixar direcção do partido por denunciar corrupção


Cuando Cubango, Angola

Francisco de Almeida Chicote integra a direcção do partido na província de Cuando Cubango e escreveu ao PR sobre desvio de verbas

Francisco de Almeida Chicote, alto dirigente do MPLA na província angolana do Cuando Cubango, diz estar a ser pressionado para deixar a direcção local do partido por, alegadamente, ter violado os regulamentos que regem a disciplina partidária.

Dirigente do MPLA diz estar a ser pressionado por denunciar corrupção – 3:09
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Em causa, segundo relatou Chicote à VOA, está o facto de ter denunciado o desvio das verbas destinadas ao Programa de Integrado de Intervenção nos Municípios (PIIM) e de equipamentos para o fomento da agricultura em carta dirigida ao Presidente da República e líder do MPLA, João Lourenço.

“Aqui as obras do PIIM não estão nem a 10 por cento. Onde está o dinheiro que foi dado pelo Governo para as obras integradas no programa?”, questionou Chicote quem, na sua carta a João Lourenço, havia pedido a responsabilização dos principais autores dos desvios do erário público.

O também empresário afirma que o pedido forçado de abandono das funções partidárias foi feito pelo governador provincial, Júlio Bessa, em antecipação a qualquer resposta de João Lourenço ao seu pedido.

Chicote acusa o actual gestor provincial de retomar os vícios do seu antecessor e de estar por trás de actos de intimidação e de ameaças veladas contra a sua pessoa.

Ouvido pela VOA, o responsável da Comissão de Auditoria e Disciplina do partido no poder, no Cuando Cubango, Manuel Samba Samangonga, confirmou a existência de um processo disciplinar contra Francisco Chicote.

“Ele foi notificado para ser ouvido”, revelou, reiterando que Chicote violou os estatutos do partido ao ter escrito ao Presidente da República sem o conhecimento da estrutura partidária a que pertence.

Em 2919, Francisco Chicote já tinha sido alvo de ameaças de sanção partidária devido ao apoio que deu a um grupo de activistas sociais e ao jornalista Rafael Marques em denúncias de actos de corrupção e peculato, envolvendo figuras públicas locais e sobre o estado de abandono a que está votado o grupo minoritário Khoi-San, na região do Cuando Cubango.

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