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Director Nacional de Inteligência diz que Rússia e Irão obtiveram dados de eleitores americanos


Director Nacional de Inteligência, John Ratcliffe, à chegada para encontro com parlamentares, 2 de julho de 2020

Senadores também denunciam interferência de Moscovo e Teerão

O Diretor de Inteligência Nacional dos EUA, John Ratcliffe, revelou nesta quarta-feira, 21, que a Rússia e o Irão têm tentado interferir nas eleições presidenciais americanas, com campanhas apontadas para a angariação de dados de eleitores e com ameaças contra os cidadãos.

“Identificamos que dois actores estrangeiros, Irão e Rússia, tomaram medidas específicas para influenciar a opinião pública”, disse Ratcliffe numa conferência de imprensa em Washington, na qual afirmou que Teerão está por trás do envio de e-mails falsos com o objectivo de intimidar eleitores e incitar a agitação social, assim como a divulgação de um vídeo que parece encorajar a votar de forma fraudulenta.

Aquele responsável acrescentou que a inteligência americana conseguiu determinar que ambos os países também obtiveram separadamente algumas informações de registo de eleitores.

"Esses dados podem ser usados por actores estrangeiros para tentar transmitir informações falsas aos eleitores inscritos, que eles esperam que causem confusão e caos, e minem a sua confiança na democracia americana", afirmou John Ratcliffe

Autoridades policiais da Flórida e o FBI tinham anunciado que investigavam e-mails ameaçadores supostamente enviados de fora dos Estados Unidos para eleitores democratas.

Entretanto, antes da conferência de imprensa do Director Nacional de Inteligência, os dois principais membros do Comité de Inteligência do Senado, o republicano Marco Rubio e o democrata Mark Warner, divulgaram um comunicado no qual alertaram para a interferência estrangeira na eleição.

"Avaliamos que o Irão procura minar as instituições democráticas dos EUA, o Presidente Trump e dividir o país antes das eleições de 2020...A motivação de Teerão para conduzir tais atividades é, em parte, impulsionada pela percepção de que a reeleição do Presidente Trump resultaria na continuação da pressão dos Estados Unidos sobre o Irão num esforço para fomentar a mudança de regime", lê-se na nota.

Noutro parágrafo, os dois senadores escrevem que "a Rússia está a usar uma série de medidas para denegrir o ex-vice-Presidente Biden...Isso é consistente com as críticas públicas de Moscovo quando ele era vice-presidente, pelo seu papel nas políticas do Governo Obama para a Ucrânia e o seu apoio à oposição anti-Putin dentro da Rússia ... Alguns actores ligados ao Kremlin também buscam impulsionar a candidatura do Presidente Trump nas redes sociais e na televisão russa".

John Ratcliffe e o diretor do FBI Chris Wray disseram que os Estados Unidos responsabilizará qualquer país que interferir nas eleições de 3 de novembro.

Em 2016, a Rússia foi acusada pelas autoridades americanas de interferência nas eleições.

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