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Diplomata escolhida por Biden para ONU aponta baterias contra agenda autoritária da China


Linda Thomas-Greenfield, diplomata americana

Linda Thomas-Greenfield defende alianças e forte presença diplomática global para combater a China e denuncia ausência da Administração Trump

A diplomata Linda Thomas-Greenfield, escolhida pelo Presidente americano Joe Biden para liderar a representação de Washington junto das Nações Unidas, assegura que vai trabalhar com os aliados dos Estados Unidos para fazer frente ao que chamou de agenda autoritária da China.

Thomas-Greenfield fez estas declarações no Comité de Relações Exteriores do Senado, que deve ratificar o seu nome, e na audiência reiterou que a Administração Trump enfraqueceu as alianças internacionais.

"Se sairmos de cena e permitirmos que outros preencham o vazio, a comunidade global sofre e sofrem também os interesses americanos", disse a antiga sub-secretária de Estado para Assuntos Africanos no Governo de Barack Obama, quem alertou que “a China está a trabalhar em todo o sistema da ONU para impulsionar uma agenda autoritária que se opõe aos valores fundadores da instituição, os valores americanos".

Thomas-Greenfield afirmou ante os senadores que “o sucesso deles (China) depende de nossa retirada e isso não vai acontecer no meu turno".

"Quando a América se afirma, quando somos consistentes e persistentes, quando exercemos a nossa influência de acordo com os nossos valores, as Nações Unidas podem ser uma instituição indispensável para promover a paz, segurança e bem-estar colectivo", sublinhou a diplomata.

Com mais de 30 anos de carreira, na qual aprendeu, segundo disse, “que diplomacia eficaz significa mais do que apertar as mãos e organizar sessões fotográficas", explicou que há que desenvolver relacionamentos reais e robustos, “encontrar um terreno comum e gerir pontos de diferenciação”.

Linda Thomas-Greenfield tem uma longa trajectória na diplomacia como sub-secretária adjunta do Escritório de População, Refugiados e Migração (2004-2006), embaixadora na Libéria (2008–2012), directora geral dos Serviços de Relações Exteriores e directora de Recursos Humanos (2012–2013), além de cargos nas representações diplomáticas dos Estados Unidos nas Nações Unidas, Paquistão, Quénia , Gâmbia , Nigéria e Jamaica.

De 2013 a 2017, ela foi sub-secretária de Estado para Assuntos Africanos, tendo sido demitida pelo Presidente Trump juntamente com vários outros profissionais de carreira.

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