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Dilúvio provoca mortes e destrói centenas de casas em Benguela a poucas horas de uma visita do Presidente


Há três mortos e 151 casas destruídas

Três mortos e 151 casas destruídas são algumas das consequências das cheias no interior da província angolana de Benguela, eleita pelo Presidente da República, João Lourenço, para a passagem de um ano que os sinistrados, com agricultores incluídos, dizem ser para esquecer.

Fortes chuvas, neste final de semana, deixaram milhares de famílias sem abrigo, numa altura em que o Governo se vê forçado a realojar outros cidadãos, moradores de edifícios em mau estado de conservação no litoral da província.

Do Cubal, onde as chuvas fizeram transbordar o rio, dando lugar a um fenómeno que ocorreu sempre em Março, nos anos de 1987 e 2016, chega o grito de socorro de quem vê mais de duzentas casas submersas.

‘’Talvez seja necessário um helicóptero, precisamos da ajuda do Governo. Perdemos as casas, muito milho, cebola e máquinas’’, lamentam residentes em declarações à Rádio Benguela.

Em entrevista à VOA, o comerciante António Januário critica a falta de trabalhos de prevenção em tempo seco.

‘’O rio está mesmo cheio, muito cheio, e há população ao lado. O Governo não faz mesmo nada, se calhar não devia ter permitido o regresso das famílias que abandonaram as casas nos momentos anteriores’’, sugere o comerciante.

Confrontados com o cenário de dilúvio, também no Bocoio, município com o registo de mortes e desabamento de casas, os Bombeiros, segundo o seu porta-voz, Eduardo dos Santos, mobilizam meios e homens.

‘’Vamos reforçar o nosso trabalho, enviando homens e meios para estas áreas’’, sublinha Santos

O alerta máximo, para os 10 municípios de uma província que tem em mente a tragédia de Março de 2015, quase relega para segundo plano a movimentação de viaturas da Guarda Presidencial, que formam o grupo de avanço para a passagem de ano de João Lourenço, já confirmada por fonte oficial.

No litoral, onde vai estar o Presidente, após ter garantido prosperidade para 2020, há também famílias à espera de realojamento, mas porque se encontram em alguns dos cerca de cem edifícios mal conservados.

O aviso é da directora do Gabinete Técnico e de Infra-estruturas, Jandira Ribeiro, que aponta as centralidades como solução para o problema.

‘’Identificámos cerca de cem edifícios em mau estado e já remetemos ao Ministério da Construção para que eles entrem num programa de reabilitação’’, anuncia a directora.

Estes edifícios, públicos e privados, estão nos municípios de Benguela e do Lobito

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