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Democratas pedem condenação e republicanos defendem absolvição de Trump


Votação da impugnação será na quarta-feira

Deputados democratas insistiram nesta segunda-feira, 3, junto dos senadores que Donald Trump deve ser destituído do cargo, na sua última tentativa no Senado ao apresentarem as alegações finais do julgamento do processo de impugnação do Presidente.

"Ninguém está acima das leis nos Estados Unidos, nem mesmo o Presidente", declarou o deputado Jason Crow, um dos procuradores democratas no processo.

Crow ainda tentou convencer os 100 senadores a destituir Trump ao dizer que era "dever" deles declarar o Pesidente culpado.

Ele afirmou que o Senado se propôs ser "sábio", "imparcial" e a "estar acima das disputas partidárias".

O representante Adam Schiff, o chefe da equipa de acusação dos democratas, acusou o Presidente de "violar o juramento” e alertou aos senadores que "não se pode confiar que este Presidente faça o que é certo".

"Ele não vai mudar e vocês sabem disso. Agora, façam justiça imparcial e condenem-no", concluiu.

Por seu lado, os advogados do Presidente concluíram também as suas alegações finais pedindo a absolvição de Trump.

"O Presidente não fez nada de errado", disse aos senadores o advogado da Casa Branca, Pat Cipollone.

As declarações da oposição e da defesa provavelmente não mudarão em nada o desenlace do julgamento.

Na quarta-feira, 5, o Senado vota a favor ou contra a destituição do Presidente.

A Constituição dos Estados exige a maioria de dois terços no Senado, 67 dos 100 assentos, para destituir um Presidente.

Trump pode contar com o apoio irrestrito dos 53 senadores republicanos.

"Espero que os republicanos e os americanos se deem contra de que esta farsa totalmente partidária é exatamente isso: uma farsa", escreveu o Presidente nesta segunda-feira, 3.

Trump criticou, ainda, os "democratas da esquerda radical que não fazem nada" e voltou a atacar o funcionário anónimo, cuja denúncia resultou em seu julgamento no Congresso.

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