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Declarações de Embaló sobre João Lourenço podem azedar relações entre Estados, dizem analistas angolanos


Úmaro Sissoco Embaló

As declarações do autoproclamado Presidente da Guiné-Bissau, Úmaro Sissoco Embaló, em relação ao Presidente de Angola, a quem acusa de interferir nos assuntos internos do seu país e de perseguir a família do antigo Chefe de Estado José Eduardo dos Santos, não tiveram ainda qualquer reação de João Lourenço.

Especialistas angolanos em política externa consideram que essas afirmações podem azedar as relações entre os dois Estados caso Úmaro Sissoco Embaló for confirmado Presidente da Guiné-Bissau.

Para Osvaldo Mboko as declarações de Sissoco Embaló foram bastante agressivas e mesmo que João Lourenço não responda, “vai existir um distanciamento entre os dois Governos porque o discurso de Embaló embaraça de per si uma relação a ser profícua”.

Leitura semelhante tem Olívio Kilumbo, também analista em relações internacionais, que lamenta o facto de muitas vezes as relações entre Estados, em África, estarem ligados às relações entre chefes de Estados.

“Embaló é de uma estrutura que não comunga os princiípios do MPLA e se conseguir consumar o seu poder naquele país, as relações do ponto de vista político vão ser más, no entanto, entre os Estados as relações podem ser boas, no entanto sabemos que quando as relações entre os políticos não são boas, afetam as relações entre os Estados”, explica.

Não houve até ao momento qualquer reação das entidades angolanas às declarações de Úmaro Sissoco Embaló, que acusou ainda João Lourenço de ingrato ao “perseguir” os filhos de José Eduardo dos Santos.

“O cão não morde a mão que o alimenta, portanto lamento ouvir críticas a partir de Angola sobre os problemas da Guiné-Bissau”, disse Úmaro Sissoco Embaló para quem Angola “é o país mais violento nos séculos XX e XXI”.

Em declarações no Aeroporto Internacional Osvaldo Vieira, em Bissau, Embaló disse na sexta-feira, 13, que Lourenço recebeu o poder de “bandeja do Presidente José Eduardo dos Santos, um homem que lutou pela paz em Angola e que merece respeito”, afirmando ainda que Lourenço “deve pôr a mão na consciência e lembrar que o Presidente José Eduardo dos Santos lhe deu tudo”.

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