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Dúvidas sobre redução da fome em Angola


Associações comunitárias manifestaram dúvidas quanto a declarações de entidades governamentais angolanas de que a fome no país foi substancialmente reduzida.

Governo angolano diz ter reduzido fome; alguns duvidam - 1:54
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Josefa Sacko, comissaria para economia rural e agricultura e Marcos Nhunga ministro da agricultura dizem que os níveis de pessoas com fome no país reduziu de 60% para menos de 30%. Os governantes disseram contudo que o combate contra a pobreza deve merecer mais verbas para o sector da agricultura e outros sectores produtivos para se chegar à meta da Fundo das Nações unidas para a Agricultura e Alimentação, FAO, estabelecida para 2025.

O padre Gaudêncio Felix da Associação AME NAAME OMUMU questiona o critério utilizado para se concluir naquela redução da fome em Angola para se chegar a estes números que
em seu entender são exagerados.

"O que significa reduzir a fome? Será que em Angola as pessoas já têm pequeno-almoço, almoço, lanche e o jantar? Será que passaram de aldeia em aldeia para certificar isso? Será se hoje fizermos teste as pessoas não vão acusar anemia ou mal nutrição? Que tipo de fome eles estão a falar?”, interrogou o prelado que recordou as vezes que tem que ter assistido famílias que nad apossuem.

“Ontem mesmo algumas pessoas bateram à minha porta para dizer senhor padre as minhas crianças nao comeram nada”, disse.

“Eu sou obrigado a pegar dinheiro comprar pão para dar a estas famílias, então eu acho que se está a fazer algo mas estes números apresentados são um exagero", acrescentou.

O coordenador do OPSA (Observatório Politico e Social de Angola) Sérgio Kalundungo disse que o governo não deve partir como base para comparar a fome o ano de 2002, ja que
aí há períodos diferentes de guerra e paz.

"Num contexto em que a economia vai menos mal acho que os níveis de pobreza e de pessoas a passar fome só deve estar a aumentar e não a reduzir como se diz porque resulta de uma combinação de três factores: A economia que está mal, muitas pessoas a perder o emprego, o nível de desemprego é bastante elevado, e as questões sobre alterações climáticas que nos últimos anos têm assolado o sul do país e isto reflecte-se no incremento de pessoas com fome e de pobreza", acrescentou

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