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Dívidas Ocultas: Tribunal quer Jean Boustany em Maputo 


Barcos da EMATUM, um dos projectos que resultaram no escândalo das Dívidas Ocultas. Doca de Maputo

"Se (Jean Boustany) pudesse aparecer aqui, sentar numa dessas cadeiras e esclarecer os factos, o povo moçambicano agradecia,” disse o juiz do caso

O Tribunal Judicial da Cidade de Maputo apelou ao empresário libanês, Jean Boustany, a comparecer a Maputo, para ser ouvido, como declarante, no processo que julga o caso das Dívidas ocultas.

A exortação foi feita na manhã desta terça-feira (5), na sequência de uma manifestação apresentada pelos representantes legais do libanês, segundo a qual, está disponível para ser ouvido, por via de teleconferência, “no dia e hora que o tribunal quiser”.

O Juiz do caso, Efigênio Baptista, refutou a oferta de Boustany, alegando que a audiência em causa deve ser feita a partir de uma instituição de justiça.

“A audiência tem o seu processualismo e solenidade. Ainda que seja em formato virtual, não pode ser feita a partir de um quarto de hotel, por exemplo", disse Baptista.

Ele recordou que "o senhor Jean Boustany já esteve cerca de oito vezes em Moçambique e se pudesse aparecer aqui, sentar numa dessas cadeiras e esclarecer os factos, o povo moçambicano agradecia”.

Boustany, ao serviço da Privinvest, é tido como principal facilitador de negócios relacionados com a alegada protecção costeira e pesca de atum, que resultaram no calote de, pelo menos, dois mil milhões de dólares americanos.

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