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Currículo escolar provoca debate em Angola


Governo coloca proposta em auscultação pública

O Ministério da Educação de Angola deu início à auscultação pública sobre a proposta de Lei da Política Curricular no ensino geral.

Angola: Auscultação sobre curriculos escolares - 2:23
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Na província da Huíla, alguns agentes do sector chamados a contribuir teceram duras críticas ao modelo adoptado na auscultação, pelo facto de o documento que integra sete capítulos e 86 artigos não ter sido previamente distribuído para posterior consulta.

O professor Manuel das Mangas sustenta as críticas, mas defende reformas no actual currículo do ensino geral, cujos conteúdos de ensino devem ter em conta as realidades locais.

“Nós temos cerca de 90 por cento de conteúdos universais, as crianças dificilmente têm contacto com o seu meio. Isso representa um desfasamento porque vê-se claramente que não há sincronia, não existe uma vontade do Estado enquanto decisor de criar pessoas competentes nas comunidades para resolver os próprios problemas. Não há necessidade por exemplo de termos uma criança no Kuvango (Huíla) em saber 80 por cento sobre o mar do Cacuaco (Luanda), ao invés de saber exatamente sobre as potencialidades do seu município”, sublinhou Mangas.

O secretário provincial do SINPROF na Huíla, João Francisco, reconhece que é imperioso que se mude a actual lei da política curricular, mas alerta que é importante que se alterem os modelos de auscultação se se pretender um documento final inclusivo.

“Se o Ministério da Educação quer de facto incluir os actores sociais principalmente os professores para mim devia ser hoje a apresentação e dar espaço temporal a todos actores do sector da educação para poder ler, analisar e emitir a sua opinião porque não é hoje que eu recebo o documento leio e emito opinião. Se a ideia for nesse encontro emitir opinião já fracassaram tal como fracassaram com o encontro nacional da educação”, disse Francisco.

Simão Agostinho, do Instituto Nacional de Investigação e Desenvolvimento da Educação, (INIDE), afecto ao Ministério da Educação, fez notar que o documento em debate privilegia a pedagogia progressista.

“A tendência pedagógica que nós defendemos é a progressista que corporiza a pedagia liberal a pedagogia libertária e a pedagogia crítica em certos conteúdos”, concluiu.

A auscultação pública da proposta de lei da política curricular em Angola acontece já sob a aplicação da reforma educativa no ensino também alvo de muitas críticas.

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