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Crise força zimbabweanos a violarem fronteira para comprar produtos em Moçambique


Fronteira da Machipanda entre Mocambique e Zimbabwe

Pelo menos 44 zimbabweanos violaram a fronteira de Machipanda, a principal terrestre entre Zimbabwe e Moçambique, para se abastecer de produtos básicos durante a vigência do estado de emergência, informou à VOA nesta sexta-feira, 19, fonte da migração em Manica.

Um grupo de 39 zimbabweanos foi detido pela Polícia da Guarda Fronteira ao longo da fronteira de Machipanda, quando tentava violar a cerca, entre 1 de abril e 17 de junho, enquanto Moçambique tem as fronteiras encerradas devido a pandemia do novo coronavírus.

Outras cinco zimbabweanas já tinham violado a fronteira e tinham detidas e repatriadas por desobedecer o estado de emergência, ao serem encontradas a venderem vários produtos alimentares, nas ruas e em aglomerados na cidade de Chimoio, a capital da província moçambicana de Manica, sem observar as medidas de prevenção.

O Zimbabwe adotou o chamado “lockdown”, ou confinamento, com o encerramento total dos negócios para conter a propagação do novo coronavírus, o que agravou a aguda crise de uma década que já obrigava muitos zimbabweanos a atravessar a fronteira em busca de alimentos em Moçambique.

“Todos os zimbabweanos vinham à procura de produtos de primeira necessidade, sobretudo produtos alimentares. Conhecemos a situação económica do Zimbabwe, que não é das boas, então muitos zimbabweanos lutam para entrar em Moçambique à procura de produtos alimentares”, disse à VOA Jorge Machava, porta-voz dos Serviços Provinciais de Migração.

O grupo foi repatriado pelas autoridades moçambicanas de Migração em coordenação com o Governo do Zimbabwe.

“Os cinco principalmente que desobedeceram o estado de emergência encontravam-se sem máscaras de proteção e a comercializarem produtos diversos, e quando interpelados pela poíicia descobriu-se que não eram portadores de passaportes e que tinham violado a fronteira”, acrescentou Machava, o que para ele consubstanciava um risco de propagação da Covid-19 devido os casos naquele país.

Entretanto, durante a vigência do estado de emergência, a fronteira de Machipanda registou um movimento de 34.380 camionistas que ligavam o porto da Beira, no Oceano índico, aos países africanos do interior e vice-versa.

As autoridades de Migração de Manica também emitiram após autorização do ministro do Interior, três certificados de emergência para funcionários públicos, a pedido do Governo e um passaporte a um cidadão que pretendia deixar o país durante o isolamento social.

A saída do país atualmente só é permitida mediante um pedido formulado ao ministro do Interior.

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