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Crise de energia em São Tomé e Príncipe vai piorar


Protestos em Neves

Empresa justifica mais cortes com as barricadas de moradores em Neves

A Empresa São-tomense de Água e Electricidade (EMAE) avisa que vai aumentar a partir desta sexta-feira, 30, os cortes de energia elétrica.

Os responsáveis da instituição justificam o agravamento da crise com a ruptura de stock de combustível nas centrais térmicas devido às barricadas e protestos da população de Neves na estrada nacional número 1.

É a única via que liga a capital do país e a cidade de Neves, onde estão instalados os únicos depósitos de combustíveis da ENCO, Empresa Nacional de Combustíveis e Óleos.

Há mais de 72 horas que os caminhões da ENCO, que abastecem os postos de venda na capital e no resto do país, estão bloqueados em Neves.

As centrais térmicas da empresa de água e electricidade também não recebem combustível há mais de três dias.

Perante o descontentamento da população e o clima de violência instalado no país, o sindicato dos trabalhadores da EMAE apela à segurança e o respeito da integridade física dos funcionários.

A preocupação do sindicato é manifestada na sequência do espancamento brutal de um funcionário da empresa em pleno exercício das suas actividades na cidade de Neves.

Em declarações à VOA, o analista Liberato Moniz não compreende a passividade das autoridades são-tomenses no sentido de remover as barricadas que impedem a passagem de pessoas e bens.

Enquanto isso, o país aguarda pela tomada de posse do novo Governo da aliança MLSTP-PSD e a coligação PCD-MDFM-UDD, marcada em princípio para este sábado.

A VOA sabe que há dificuldades na formação do Executivo em virtude de a divisão das pastas ministeriais entre os partidos da maioria parlamentar não tem sido pacifica.

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