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COVID-19: Variantes sul-africana e britânica presentes em Angola


Profissional de saúde faz teste a taxista de Covid-19 no Marco Histórico do Cazenga, Luanda, Angola. 31 agosto 2020
Profissional de saúde faz teste a taxista de Covid-19 no Marco Histórico do Cazenga, Luanda, Angola. 31 agosto 2020

Ministra da Saúde revela 17 casos, dos quais quatro estão por apurar a origem

As autoridades angolanas registaram já sete casos de origem sul-africana, seis da variante britânica e quatro por determinar, entre elas as mais contagiosas e que afectam com mais gravidade a população jovem.

Novas variantes do coronavírus detectadas em Angola – 2:00
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A revelação foi feita pela ministra da Saúde, Sílvia Lutucuta, em conferência de imprensa nesta segunda-feira, 8, na qual apelou à responsabilidade de todos.

“A responsabilidade é individual, para além de colectiva. Não podemos continuar a negligenciar a Covid-19 porque é uma doença que mata”, afirmou a ministra.

Lutucuta não deu mais detalhes, nem quando nem onde as variantes foram identificadas.

Entretanto, especialistas em Luanda alertam que estas novas variantes podem dar origem a uma nova vada da doença.

O médico especialista em doenças infecciosas Set Lavoka entende que mais cedo ou mais tarde Angola tinha de registar casos dessas variantes, principalmente pela abertura do país à África do Sul.

Lavoka fala em negligência do Executivo.

"Angola preocupou-se apenas em fechar fronteiras, inicialmente com países que tinham circulação do vírus nas novas estirpes como África do Sul e Portugal, mas esqueceu-se que as pessoas podiam sair destes países e viajar para Angola, houve um descuido por parte do Governo neste aspecto".

Para aquele especialista, o Governo deve mudar as suas estratégias de combate ao vírus já que a mutação é bastante letal e "há que prevenir, com base nos erros de outros países, principalmente Portugal".

Por seu lado, Maurilio Luyelle, médico e deputado da UNITA, tem um entendimento diferente, mas adverte para uma possível segunda vaga de infecções da doença.

"Estas novas vagas haveriam de chegar a Angola de qualquer jeito, penso que as medidas tomadas foram para para evitar uma propagação mais rápida destas novas estirpes e acredito que se conseguiu esta con-
tenção, agora do ponto de vista epidemiológico isto significa que aquelas pessoas recuperadas que tinham já sido infectadas pela Covid-19 podem voltar a ser reinfectadas por estas variantes", admite Luyelle que, ante esta situação, adverte para "o surgimento de formas graves da doença em grupos que não manifestavam formas graves da mesma, estamos a falar dos jovens, e isto pode induzir a uma segunda vaga do vírus em Angola".

Nas últimas 24 horas, o Ministério da Saúde anunciou ter registado 22 novos casos e uma morte da Covid-19.

No total, segundo o secretário de Estado de Saúde Pública, o país tem 21.108 casos, dos quais 19.657 recuperados, 936 activos e 515 óbitos.

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