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COVID-19: Solidariedade em alta na Guiné-Bissau


Bissau

No momento em que a Guiné-Bissau chega aos 1.038 casos do novo coronavírus, dos quais seis terminaram em óbitos, e o Hospital Nacional Simão Mendes está sem oxigénio, a Caritas local admite utilizar nos próximos tempos dois hospitais da Igreja Católica para isolar pessoas infetadas.

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O padre Davide Sciocco, coordenador geral da Célula de Emergência da Caritas, revelou estar à procura de financiamento junto dos parceiros internacionais para ajudar a isolar e tratar pessoas.

"A Igreja tem dois hospitais em particular de Bôr e Cumura, onde seria possível isolar as pessoas e dar um tratamento hospitalar de qualidade, por isso temos um acordo com o Governo e estamos à procura de financiamento”, promete Sciocco.

Mas no terreno há muitas carências.

No hotel, onde estão os pacientes em quarentena, uma senhora afirma, sob anonimato, que desde sábado, apenas recebem pão ao pequeno-almoço.

“Nós estamos aqui no hotel desde sábado, com dificuldades de alimentação e água, no pequeno-almoço vem somente pão, sem nada, nem água, embora tenhamos de beber muita água”, conta.

A este propósito, Dionísio Koumba, coordenador do Centro de Operação de Emergências de Saúde (COES) reconhece falhas e promete “evitar situações do género nos próximos tempos”.

Por outro lado, no campo da solidariedade, a organização denominada “Tadja Fome” está no terreno e pretende mais de mil famílias em quatro regiões do país nos próximos tempos.

“Estamos a conseguir apoiar famílias mais carenciadas, depois de na primeira fase termos ajudado 400 famílias em Bissau, já estamos noutras regiões e a ideia é apoiar 1.200 famílias”, afirma Mamadu Saibana Balde, daquela organização não governamental.

A Guiné-Bissau tem, até agora, 1.038 casos, 42 recuperados e seis óbitos.

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