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COVID-19: Histórico de má governação leva doadores a apoiar Moçambique em espécie, diz economista


Doadores irão oferecer ventiladores e outros bens para apoiar os profissionais de saúde. Foto: Michael Tewelde / AFP)

A decisão de canalizar o apoio em espécie para Moçambique enfrentar a pandemia da Covid-19 está relacionada com o histórico de má governação e corrupção que o país carrega, diz a economista e pesquisadora Inocência Mapisse.

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“A chegada da ajuda em forma de bens seria fácil de monitorar”, diz Mapisse, que é pesquisadora do Centro de Integridade Pública (CIP).

Ela sublinha que “pelo histórico que o país tem de corrupção e de má governação,” o apoio em espécie é uma das melhores formas, “porque através de recursos financeiros está provado que acabava gerando apetites.”

Mapisse recorda que Moçambique carrega um peso de desconfiança por parte de doadores na sequência do escândalo das dívidas ocultas, que “vão ser sempre uma variável incontornável na análise de qualquer situação de Moçambique.”

O Governo pediu aos doadores 700 milhões de dólares para travar o novo coronavírus, mas os doadores que trabalham com o ministério da saúde optaram por adquirir equipamentos e outros bens para ajudar na resposta.

O porta-voz do Governo, Filimão Suaze, considerou esta posição dos doadores de normal.

“Os apoios venham eles em termos financeiro ou espécie, são todos eles apoios, e quando vierem em espécie certamente que virão dentro do plano que tem sido tratado pelo Governo”, disse Suaze.

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