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COVID-19: Governo angolano inicia testes em massa em lugares considerados críticos


Silvia Lutucuta, ministra da Saúde de Angola

As autoridades da saúde de Angola vão começar a realizar testes em massa para despistagem da Covid-19 em locais considerados críticps, como o Mercado do Catinton, em Luanda, que recebe os técnicos já a partir desta quarta-feira, 8.

A ministra da Saúde, Sílvia Lutucuta, revelou na terça-feira, 7, que nos próximos dias serão realizados testes nos mercados do Kikolo, Mercado do 30, Asa Branca e no bairro do Mártires de Kifangondo, em Luanda, o epicentro da Covid-19 em Angola.

A organização SOS-Habitat, que trabalha com as comunidades, parabeniza o Governo, mas diz que a iniciativa peca por ser tarde.

Sílvia Lutucuta justificou que os locais escolhidos para a testagem em massa “são de grandes conglomerados que constituem risco acrescido”.

Entretanto, André Augusto, coordenador da Associação SOS-Habitat, saúda a iniciativa mas diz que “apenas peca por ser tarde”.

Augusto afirma que com os testes os angolanos “saberão a situação real da doença no país”.

Nos cinco lugares escolhidos, frisou a governante, vão ser testados seis mil cidadãos.

A testagem em massa, continuou Lutucuta, vai permitir às autoridades sanitárias obter informações profundas sobre a situação epidemiológica do país.

Até agora foram registados 386 casos, dos quais 21 óbitos, 117 recuperados e 248 ativos.

Dos 248 ativos, seis requerem cuidados especiais, um está em estado crítico e os restantes permanecem clinicamente estáveis.

Os 33 casos positivos, disse a ministra da Saúde, resultaram dos rastreios feitos no Hospital Militar de Luanda, Hospital Sanatório de Luanda, Josina Machel, Divina Providência e na Clínica Girassol.

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