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COVID-19 expōe falhas no uso de tecnologias em Angola


Há necessidade de se aderir à transformação digital e como tal beneficiar das suas vantagens no que diz respeito a continuidade dos negócios. As empresas devem reestruturar-se

Especialistas afirmam que a pandemia Covid-19 está a colocar à prova a capacidade de inovação em Angola de muitos organismos nacionais, que fazendo resistência à transformação digital preferem o modelo de trabalho tradicional.

Angola: COVID-19 e a digitalização dos serviços
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Para Alexandre Capita, especialista em ciber-segurança falta em muitas organizações abertura para automatização dos serviços e processos que permitam o acesso aos trabalhos em qualquer parte do mundo.

Apesar dos custos, o especialista refere que “com a actual situação consegue-se perceber até que ponto é benéfico investir nos serviços de tecnologias que podem garantir a continuidade de serviços independentemente das situações que possam ocorrer”.

Para o professor Universitário Chocolate Brás, por entre os constrangimentos da pandemia, há também alguma oportunidade para se repensar a organização da vida.

O autor do livro “O papel da escola na formação para a cidadania em Angola” entende que a pandemia traz consigo o desafio de digitalização das informações dos serviços na administração pública.

O também autor do livro “Educação e valores em Angola: Compreender o papel da escola” lamenta o facto de muitos terem acesso a um conjunto de plataformas e Tecnologias de Informação e Comunicação, mas que não as exploram devidamente.

As redes sociais podem servir como alternativa para criação de grupos corporativos de serviços, em casos de não poder ter acesso às outras soluções que permitem o acesso da informação fora de qualquer instituição.

O actual cenário mundial, diz Alexandre Capita, especialista em ciber-segurança, obriga as empresas a olharem para a transformação como uma prioridade.

Helena da Gama, licenciou-se recentemente em Gestão de Recursos Humano, pelo que, nesta altura procura pelo primeiro emprego via internet, mas lamenta que para além das altas tarifas praticadas pelas operadoras, assiste-se as dificuldades de acesso aos serviços de internet.

Ter acesso à uma internet de qualidade em Angola não é para todos, diz o Professor Chocolate Brás, para quem vinte mil kwanzas é um valor acima do rendimento de muitos angolanos.

O Ministério das Telecomunicações e Tecnologias de Informação e Comunicação Social tem vindo a disponibilizar deste 2013 internet grátis em alguns pontos nas sedes capitais de diversas províncias. São no total 125 pontos de acesso gratuito à Internet em banda larga através da rede "wi-fi", instalados em várias regiões do país. Esta acção do Governo angolano resulta do projecto “Angola Digital”, em face da necessidade de aumentar o acesso dos angolanos ao conhecimento, visando a inclusão digital.

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