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COVID-19: Estados americanos retomam negócios apesar dos temores de recrudescimento de casos


Nova Iorque vazia

Cinco Estados americanos preparam a reabertura de negócios nesta semana, apesar dos especialistas em saúde advertirem que os casos continuam a surgir e que um regresso à normalidade pode provocar uma segunda onda da pandemia da Covid-19.

Até este domingo, 26, o país tinha registado 54.856 mortes e mais de 965 mil casos.

Colorado, Mississippi, Minnesota, Montana e Tennessee pretendem abrir as empresas que, no entanto, não têm meios para rastrear sistematicamente pessoas infetadas que podem ser contagiosas, mas assintomáticas.

Muitos comerciantes manifestam alguma ambivalência quanto ao regresso ao trabalho, sem os pré-requisitos de segurança recomendados pelas autoridades de saúde.

"Eu ficaria em casa se o Governo assim decidisse, mas não quer. Ele diz que “a melhor coisa a fazer é voltar ao trabalho, mesmo que possa ser arriscado'”, disse Royal Rose, 39 anos, dona de um estúdio de tatuagem em Greeley, no Estado de Colorado, à agência Reuters.

Rose afirmou que vai reabrir a sua loja que está fechada há um mês, não porque ela queira, mas porque as contas se acumulam e sente não ter escolha.

Na semana passada, os governos da Geórgia, Oklahoma, Alasca e Carolina do Sul permitiram a abertura de algumas empresas depois de semanas de encerramento que deixaram um em cada seis americanos sem emprego.

As autoridades de saúde pública advertem que o aumento da aglomeração de pessoas e a atividada económica, em meios para um controlo adequado, podem constituir um tiro pela culatra, ao provocar uma nova onda de infecções.

Os governadores dos estados com mais casos, Nova Iorque, Michigan, Illinois, Califórnia, Nova Jérsea, Connecticut e Massachusetts dizem que não vão permitir a reabertura das empresas pelo menos até 15 de maio.

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