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Corrupção mancha imagem da Guiné-Bissau, dizem activistas


Bissau

País é o lusófono pior colocado no Índice de Percepção da Corrupção

A organização não governamental Transparência Internacional (TI) colocou a Guiné-Bissau na 177ª. posição do Índice de Percepçao da Corrupção, divulgado na quarta-feira, 21, numa lista de 180 países.

O país é o pior lusófono do índice, com apenas 17 pontos.

Na opinião do jurista e antigo Inspetor-Geral da Inspecção Superior contra a Corrupção, Lassana Seide, a estatística da TI não representa surpresa.

Como argumento, aponta a impunidade e a instabilidade que afecta o país ao longo dos últimos anos.

“As instituições não funcionam devidamente e isso leva a uma situação de impunidade. Não há funcionamento de instituições - judiciais e de controlo de Estado, inspecção, tudo isso – leva com os crimes ficam impunes. Isso pode ser a explicação”, esclareceu Seide.

Para mudar o quadro, aquele especialista entende que, numa primeira instância, é preciso que haja vontade politica e uma forte campanha de consciencialização nacional sobre o fenómeno.

Seide acrescenta que o relatório espelha uma visão negativa para a Guiné-Bissau porque “ela mexe com a imagem de qualquer país”.

Para a activista cívica, Nelvina Barreto, primeiro, “é preciso que os guineenses reconheçam o Estado da Guiné-Bissau como uma pessoa de bem”.

“O trabalho principal a ser feito, é internamente para que cada um de nós se torne uma antena para evitar os actos de corrupção e denunciar estes actos de corrupção. Só assim podemos recuperar e reabilitara imagem do país”, acrescenta Barreto, advertindo para o perigo de a corrupção “possa ser vista com alguma complacência”.

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