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COP26: Primeiro-ministro de Cabo Verde diz ser tempo de agir para enfrentar mudanças climáticas


Ulisses Correia e Silva, primeiro-ministro de Cabo Verde na Conferência do Clima COP26, Glasgow, 2 de Novembro de 2021

Ulisses Correia e Silva acredita que o país terá mais de 50 por cento de penetração de energias renováveis até 2030

O primeiro-ministro Cabo Verde desafiou os líderes mundiais a agirem agora e disse estar confiante de que o seu país terá mais de 50 por cento de penetração de energias renováveis até 2030.

Ao intervir nesta terça-feira, 2, na Conferência do Clima COP26 que decorre desde ontem em Glasgow, Ulisses Correia e Silva lembrou que Cabo Verde foi o primeiro país africano a aderir à Aliança para Descarbonização dos Transportes e que “até 2030, devemos substituir 25% da nossa frota de veículos térmicos por veículos elétricos e atingir 100% em 2050”.

Na lista do trabalho de casa do seu Governo, ele enumerou o investimento na dessalinização da água salobra e do mar, a reutilização segura de águas residuais tratadas e a massificação da rega gota-a-gota.

O Chefe do Governo cabo-verdiano revelou também que “as nossas NDC (contribuições determinadas a nível nacional) estão actualizadas e aprovadas, com o compromisso de reduzir as emissões em 38% até 2030 e atingir a neutralidade carbónica em 2050”.

Por isso, a partir dos actuais 20%, Ulisses Correia e Silva afirmou pretender “em 2030, ter mais de 50% de penetração de energias renováveis, acompanhado do aumento da eficiência energética”.

Entretanto, países vulneráveis como Cabo Verde, que têm uma “contribuição insignificante” na carbonização da economia mas que sofrem fortemente os efeitos das alterações climáticas, esperam, segundo aquele estadista, “compromissos colectivos e acção”.

“Exigem muito mais do grupo restrito de países do G20 que podem fazer diferença com eficácia”, continuou Correia e Silva que citou o Papa Francisco: “As Pope Francis said, it is “time to act, and to act together”.

O primeiro-ministro cabo-verdiano rematou que, “por último, é preciso erradicar a pobreza extrema que afecta milhões de pessoas no mundo porque ela não facilita a massificação de práticas e atitudes a favor do clima e a favor do ambiente”.

A Conferencia das Nações Unidas sobre alterações climáticas prossegue em Glasgow, na Escócia, até o próximo dia 12 de Novembro.

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