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Construção de base naval chinesa leva delegação americana de alto nível à Guiné Equatorial.


Malabo (Foto de arquivo)

Uma delegação de alto nivel dos Estados Unidos desloca-se segunda feira à Guiné Equatorial no que é visto como uma tentativa para demover as autoridades deste país africano a não aceitarem a construção de uma base naval chinesa no país.

O porta voz do Departamento de Estado disse que a secretária de Estado assistente para Assuntos Africanos Molly Phee será acompanhada pelo director de estratégia e programa do Comando Africano (AFRICOM) o Major General Kenneth Ekman e pelo conselheiro especial para estratégia em África do Conselho Nacional de Segurança Judd Devermont.

O porta voz não fez qualquer referência à questão da base chinesa afirmando que a delegação vai discutir “a importância de trabalhar juntos para se fazer face aos desafios de segurança marítima” entre outras questões como tráfico de seres humanos, as mudanças climatéricas e o respeito pelos direitos humanos.

Esta é a segunda vez em quatro meses que entidades americanas de alto nível se deslocam à Guiné Equatorial para discutir a questão. Em Outubro do ano passado o vice conselheiro de segurança nacional Jon Finer deslocou-se a Malabo e na altura uma fonte oficial americana não identificada disse a jornais americanos que os Estados Unidos “tornaram claro que alguns potenciais desenvolvimentos envolvendo actividade chinesa iriam levantar preocupações de segurança”.

Ainda o ano passado o comandante do Africom, o General Setephen Townsend disse a uma comissão do Senado americano que a maior ameaça da China seria a construção de “um complexo naval de utilidade militar na costa do Atlântico em África”.

O jornal americano Wall Sreet Journal noticiou o ano passado que informações dos serviços de inteligência dos Estados Unidos indicam que a China quer construir a sua primeira base naval no Atlântico na Guiné Equatorial, provávelmente na cidade de Bata onde a China construiu já um porto comercial .

Recentemente o General Townsed disse à Voz da América que os Estados Unidos não estão a pedir à Guiné Equatorail “que escolha entre os Estados Unidos e nós”.

“O que estamos a pedir-lhes é que tomem em consideração os seus outros parceiros internacionais e as suas preocupações porque uma base militar chinesa na Guiné Equatorial é de grande preocupação para os Estados Unidos e todos os outros parceiros”, disse o general.

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