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Congresso americano anula veto de Donald Trump ao orçamento da Defesa


Mitch McConnell (no centro), líder da maioria republicana no Senado, antes do encerramento da votação, nesta sexta-feira, 1 de janeiro, 2021.

O Congresso americano anulou, nesta sexta-feira, 1 de janeiro, o veto do presidente Donald Trump a um projecto de lei de política de defesa, o que acontece pela primeira vez desde que assumiu o cargo há cerca de quatro anos.

Em sessão extraordinária de Ano Novo, o Senado controlado pelos republicanos facilmente anulou o veto, rejeitando as objeções de Trump ao projecto de lei de 740 mil milhões de dólares.

Trump atacou os parlamentares do seu próprio partido, no Twitter, afirmando, no início desta semana, que "a fraca e cansada 'liderança' republicana permitirá que o péssimo Projecto de Defesa passe".

Ele chamou a votação de anulação iminente um "ato vergonhoso de cobardia e submissão total de pessoas fracas à Big Tech. Negociem um projecto de lei melhor ou consigam líderes melhores AGORA!"

O projecto oferece um aumento salarial de 3% para as tropas americanas e orienta a política de defesa, consolidando decisões sobre níveis de tropas, novos sistemas de armas e prontidão militar, política de pessoal e outros objectivos militares.

Muitos programas, incluindo construções militares, só podem entrar em vigor se o projecto de lei for aprovado.

O líder da maioria no Senado, Mitch McConnell, de Kentucky, disse antes da votação que o Congresso aprovou a Lei de Autorização de Defesa Nacional todos os anos por 59 anos consecutivos "e, de uma forma ou de outra, vamos concluir e transformá-la em lei antes que este Congresso termine no domingo”.

O projeto de lei "cuida dos nossos bravos homens e mulheres que se oferecem para vestir o uniforme '', disse McConnell.

"Mas também é uma tremenda oportunidade para direccionar as nossas prioridades de segurança nacional para refletir a determinação do povo americano e as ameaças em evolução à sua segurança, em casa e no exterior. É a nossa chance de manter o ritmo face a concorrentes como a Rússia e a China,' acrescentou.

Trump rejeitou a medida de defesa, na semana passada, dizendo que ela falhou em limitar as empresas de mídia social que alegou serem tendenciosas contra ele durante a sua fracassada campanha de reeleição.

O presidente também se opôs à linguagem que permite a atribuição de novos nomes a bases militares que homenageiam os líderes confederados da Guerra Civil dos Estados Unidos.

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