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Comunidade religiosa alerta para momento social difícil em Angola


Lubango, na Huíla, Angola

Na Huíla pedem acções e unidade

Algumas vozes da comunidade religiosa em Angola mostram-se preocupadas com a situação social difícil que está por detrás das últimas manifestações dos jovens e apelam à união de todas as forças vivas para contornar o actual momento do país.

Para o pastor evangélico Dinis Eurico, sem questionar a legitimidade da acção dos jovens que anseiam por empregos e qualidade de vida, algumas dificuldades podem ser vencidas se cada um no sector em que trabalha fizer a sua parte.

“O problema das famílias como pobreza, delinquência, fome podem ser resolvidos se cada um de nós fizer o seu papel lá onde está. O camponês faz seu papel, o professor o enfermeiro, o taxista, vamos ganhar esta luta contra a pobreza contra as dificuldades na sociedade”, defende Eurico.

Na visão do arcebispo do Lubango, Dom Gabriel Mbilingi, o actual período de Angola agravado com a pandemia da Covid-19, exige soluções que devem estar assentes na união de todos a começar pelos políticos.

“Os governantes que não fiquem só pelas palavras. Quando falo do Governo não estou a falar só do actual governo, estou a falar de todos aqueles que têm a responsabilidade de propor projectos de governação, estou-me a referir também aos partidos políticos especialmente aqueles com assento no parlamento. O que eu peço é que sejam os mais responsáveis possíveis. Devem saber que de facto os cidadãos deste país contam com não só as palavras, não só com os gestos entre aqueles que nos governam entre aqueles que têm a responsabilidade de olhar para a organização social de modo que aquilo que eu peço é mesmo isto: este é o momento de serem eles a nos ajudarem a apaziguar aquilo que chamei de ânimos que criam uma situação de tensão que seria desnecessária”, afirma aquele religioso.

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