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Comunidade internacional pede manutenção das eleições em Novembro, partidos querem reforço do recenseamento


Recenseamento termina a 20 de Novembro

Partdos sem assento parlamentar defendem integração de todas as forças no Executivo

Organizações internacionais que apoiam a consolidação do processo de paz na Guiné-Bissau pediram a renovação de esforçospara garantir que as eleições legislativas de 18 de novembro sejam realizadas a tempo e “com transparência, regularidade e credibilidade”.

A Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental, a União Africana e as Nações Unidas divulgaram hoje um comunicado no qual destacam os progressos realizados na estabilização do país, graças ao trabalho desenvolvido em conjunto com as diferentes entidades e autoridades da Guiné-Bissau.

Entretanto, o comunicado insta todas as partes interessadas a” trabalhar no sentido de criar as condições necessárias para o bom andamento do processo eleitoral.”

A esse respeito, os parceiros enfatizam a necessidade de preservar a estabilidade institucional e governamental, de modo a que todos os esforços sejam dedicados à boa realização das eleições, devendo o interesse da Guiné-Bissau prevalecer sobre todas as outras considerações.

O grupo de organizações apela ainda aos países africanos e à comunidade internacional para mobilizarem os recursos e os meios logísticos necessários para garantir a normalidade do processo eleitoral.

Entretanto, em Bissau, o grupo dos partidos políticos, sem assento parlamentar, reuniu-se também hoje com o presidente do Parlamento, Cipriano Cassamá, a quem, à semelhança do encontro com oChefe de Estado, José Mário Vaz, apresentou as suas preocupações face ao recenseamento eleitoral.

Para aquelas formações políticas extraparlamentares, deve haver a correcção no processo, o que, segundo defendem, não passa pela demissão do actual Governo.

Silvestre Alves, um dos lideres do grupo, defende, todavia, a abertura do Executivo no que tange à integração de todod os actores no processo de recenseamento eleitoral:

“Devemos reunir os meios para garantirmos que ninguém venha a recusar os resultados, quando não os convir”, sustenta Silvestre Alves.

No terreno, os brigadistas continuam a registar potenciais eleitores, com uma meta estimada em pouco mais de 900 mil até dia 20 Novembro.

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