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Combatentes da extinta FAPLA clamam por melhores condições de vida e apelam à intervenção de João Lourenço


Imagem de arquivo: Militares do exército angolano

São várias as dificuldades vividas por alguns angolanos que deram as suas vidas em prol da paz em Angola, tal é o caso dos Ex-FAPLA (Forças Armadas Populares de Libertação de Angola), antigos combatentes que se vêm injustiçados por falta de apoio social, reconhecimento e recursos financeiros.

Ex.combatentes como Bernardo Cardoso, querem apenas o apoio a que têm direito os veteranos de guerra: “Estamos a ver o espaço que vai de 1992 até hoje e nada se faz. Em que ponto vamos parar se não temos ninguém que nos assegure”.

Combatentes da extinta FAPLA clamam por melhores condições de vida e apelam à intervenção de João Lourenço
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Num apelo ao Presidente de Angola, o veterano Cardoso diz que João Lourenço sabe das dificuldades pelas quais os veteranos passam: “Se ele Presidente (da República) já foi Ministro da Defesa na altura, já se apercebeu o quanto estamos a passar. Então faça esforços para que deixamos nos queixar. Se a vida já nos ameaça agora existem mais dirigentes e ameaçar-nos”.

Júlio João Sozinho, antigo combatente das FAPLA, lamenta que aqueles que lutaram para o alcance da paz social em Angola estejam na condição de mendigo não tendo sequer possibilidade de matricular os seus filhos numa escola pública.

“Desde que os ex-FAPLA foram desmobilizados até agora são abandalhados. Não ganhamos, não temos emprego, mas todos os anos nos pedem documentos. Temos filhos que precisam estudar, onde vão sair os meios para os sustentar?”, interrogou.

Agastadas com a condição miserável em que se encontram, Maria da Conceição e Maria dos Santos, lamentam que nem mesmo a Associação de Apoio aos Combatentes das Ex-FAPLA (ASCOFA) consegue ajudar na busca de solução para situação social e financeira em que se encontram os veteranos de guerra.

“Mandam trazer documentos e não somos chamados, mandam outras pessoas. Espero entrar na Caixa Social, meus filhos não têm direito a nada”, reportaram.

Diz o ditado que “Para toda desgraça há um culpado”. Em ordem a este provérbio popular os ex militares da extinta Forças Armadas Popular de Libertação de Angola e membros da ASCOFA responsabilizam a antiga direcção desta organização pela desgraça a que estão voltados. A antiga gestão da associação é acusada inclusive de desvio de fundos.

Com vista a ultrapassar os problemas por que passam, os associados da ASCOFA elegeram uma nova mesa directiva que doravante é liderada por Caetano António Marcelino, eleito durante a Iª Assembleia Geral Ordinária, realizada na primeira quinzena deste ano, na sua sede, no Distrito Urbano do Rangel, em Luanda.

O ex-combatente das FAPLA, Caetano Marcelino, prometeu uma gestão mais transparente para além de lutar em busca de apoios a fim de melhorar a vida dos ex-guerrilheiros e os seus familiares.

Os membros da ASCOFA desejam que esta nova direcção faça um esforço redobrado para que a situação dos ex-militares melhore.

As melhorias que almejam passam pela recepção do subsídio a que têm direito, por outro lado, pela disponibilização de meios de trabalho.

Uma maior interacção com o Ministério dos Antigos Combatentes e Veteranos da Pátria, a criação de cooperativas, o enquadramento dos ex-militares nos quadros da Polícia Nacional, bem como a criação de uma base de dados para o cadastramento dos antigos homens do gatilho, são as linhas de força de Caetano Marcelino.

Um factor importante de acordo com o novo dirigente é criar uma base de dados para reconhecer todos os ex-militares das FAPLA.

“Temos que saber quem é quem? Para onde vão as ajudas, para evitar que venham sempre reclamar que não são ajudados. De acordo com as suas localidades e áreas de origem têm de estar cadastrados e ter um número mecanógrafo. Temos de ter um cartão de identidade”.

Ao Presidente da República, João Lourenço, os membros da ASCOFA manifestam total disponibilidade para ajudá-lo a corrigir o que está mal e melhorar o que está bom, assim como, melhorar as condições do país. Por outro lado, apelam a sua intervenção para mudança do actual estado de vida dos antigos militares das FAPLA.

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