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Combate à SIDA enfrenta dificuldades em Angola


Foto de arquivo

Problemas financeiros são obstáculo a tratamento da SIDA, num país onde os anti-retrovirais são subvencionados pelo Estado

Sucessivas rupturas nas reservas de medicamentos e falta de informação, sobretudo no meio rural, são factores que podem adiar o fim do HIV/SIDA em Angola projectado para até 2030 e onde registam actualmente mais de 350.000 infecções, avisa a plataforma das organizações da sociedade civil na luta contra a doença, ANASO.

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Dezoito mil é a média de infecções por ano e 13.000 mortes.

Passados 35 anos do diagnóstico dos primeiros casos, surge a pobreza a aumentar o quadro de contrariedades, sendo certo que vários pacientes abandonam o tratamento por dificuldades no acesso à cesta básica.

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O consultor social João Misselo da Silva, quadro da Organização Humanitária Internacional (OHI),alerta para os perigos decorrentes do abandono do tratamento não só do ponto de vista médico mas também logístico

"É uma perda enorme porque os medicamentos foram adquiridos pelo Governo e seus parceiros. Portanto, o não uso representa um grande impacto no orçamento mobilizado a nível externo”, disse.

A ANASO, criada na década de 90, diz estar atenta, mas lembra que problemas bem mais antigos, como as rupturas dos medicamentos e a escassez de profissionais de saúde, estão na dianteira quando se olha para as metas para daqui a nove anos.

O presidente desta plataforma da sociedade civil, António Coelho, realça que Angola está longe de vários países da região.

"Quando olhamos para pessoas vivendo com a doença, entraram em tratamento e que devem criar imunidade a esse nível nem sequer temos dados”, disse.

“Há uma série de factores que comprometem os esforços do país, como as constantes rupturas de stocks de anti-retrovirais, o pessoal de saúde é escasso, a falta de informação e o próprio preconceito”, salientou.

No apoio aos necessitados, que perfazem 90 por cento dos mais de 350 mil infectados, a organização distribui algum alimento, tendo em conta o impacto das drogas, mas sugere ao Governo a criação de um fundo específicos.

“O que se pretende é que, no quadro do Ministério da Assistência Social, se possa conseguir uma retaguarda, um fundo social específico para estas pessoas”, afirmou.

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