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Combate à corrupção pode recolocar Benguela no mercado das exportações de fruta


Anne Van Leeuwen (embaixador da Holanda) e Rui Falcão (governador de Benguela)

Após ter visto fracassados projectos para a exportação de frutas, a província angolana de Benguela poderá regressar a mercados internacionais com a banana, a manga e o ananás, agora à boleia do combate à corrupção, ao qual as autoridades acrescentam a extinção da figura do governante/empresário.

Com uma produção anual a rondar a três mil toneladas de banana, Benguela recebeu garantias, nesta terça-feira, 03, de que a Holanda tem na agenda reformista do Presidente João Lourenço um factor para apoiar empresários locais, até porque a sua posição geoestratégica facilita a movimentação de bens pela Europa.

Um encontro entre o governador de Benguela e o embaixador da Holanda em Angola, Rui Falcão e Anne Van Leeuwen, respectivamente, na presença de dezenas de empresários dos Países Baixos, deixou claro que a produção é ainda bastante exígua para exigências de grandes pólos agrícolas mundiais, mas o futuro pode ser promissor.

É a crença do diplomata holandês, que admite investimentos do seu país na província de Benguela, onde se encontra de visita a delegação empresarial graças aos ventos das reformas em curso.

Frutas podem ter Holanda por destino
Frutas podem ter Holanda por destino

‘’O Governo angolano faz muito bom trabalho no combate à corrupção. Assim vai facilitar mais o investimento em Angola, pode contar connosco’’, garante Van Leeuwen.

A este fator, o governador de Benguela acresce a extinção da figura do empresário/governante, ao afirmar que não tem jeito para negócios, com um alerta para outros pontos do país.

‘’O ambiente está criado, aqui não há promiscuidade, não há jogos baixos. Como sabem, não sou empresário, eu resolvo os problemas de Benguela, o resto não é comigo’’, assinala o governante.

É justamente a província que viu fugir, há 12 anos, por suposta falta de terrenos, um investimento de 60 milhões de dólares do grupo Escom, que se propunha produzir 7,7 milhões de caixas de banana por ano, também para exportações.

Por força da recente crise cambial, alguns empresários levaram banana e manga a Portugal, mas o exercício não passou de uma experiencia.

O presidente da Aliança Empresarial de Benguela, Adérito Areias, diz que faltou um centro logístico e o associativismo e enaltece o fim da promiscuidade.

‘‘É importante porque o Governo não é arbitro e jogador ao mesmo tempo. Se assim fosse… portanto, precisamos de centro logístico e que tenhamos mais empresários nesta empreitada’’, defende Areias.

Os empresários dos Países Baixos visitaram os vales agrícolas do Cavaco, de onde saía a maior parte da banana que Angola exportava para Portugal na era colonial, do Dombe Grande, da Catumbela e o Porto do Lobito.

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