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Comandos de Moçambique, Ruanda e SADC definem estratégias contra terroristas em Cabo Delgado


Comandante da Força Ruandesa, vice-comandante da Força da SADC, comandante do Exército de Moçambique, Cristóvão Chume, comandante da Componente Policial do Ruanda e comandante da Força Tarefa

Exército moçambicano garante que todas as bases “conhecidas” dos terroristas já foram descobertas e desmanteladas

O exército moçambicano garante que todas as bases “conhecidas” dos terroristas já foram descobertas e desmanteladas.

A garantia foi dada pelo comandante do exército moçambicano durante uma reunião dos comandos das forças envolvidas nas operações militares nesta quarta-feira, 13, em Mocímboa da Praia, província de Cabo Delgado.

As chefias militares das forças de Moçambique, do Ruanda e da Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral (SADC) reuniram-se durante mais de quatro horas para conhecer o ponto de situação no teatro operacional norte, perspectivar as acções futuras e, sobretudo, melhorar a capacidade de coordenação na luta contra o extremismo violento.

Reunião do comando conjunto das forças de Moçambique, Ruanda e SADC, Mocímboa da Praia, 13 de Outubro de 2021
Reunião do comando conjunto das forças de Moçambique, Ruanda e SADC, Mocímboa da Praia, 13 de Outubro de 2021

“No distrito de Palma, e também no distrito de Mocimboa da Praia, aproximadamente 100 por cento das bases conhecidas do inimigo foram ocupadas pelas tropas conjuntas moçambicanas e ruandesas. Não se conhece formalmente nenhuma base que ainda prevalece ou que esteja uma área sob domínio dos terroristas. Na área de operações com a SAMIM (força da SADC), que é Macomia, Muidumbe e Nangade, também se apresenta da mesma forma. Não se conhece formalmente até agora nenhuma base que tenha sido indicada antes e que não tenha sido ocupada pelas nossas forcas”, disse Cristóvão Chume, comandante do Exército moçambicano, quem lembrou que o combate contra os terroristas ainda não terminou.

“Nós ainda continuamos a achar o teatro de operações complexo, uma vez que ainda temos áreas, aldeias onde o inimigo, em número de seis, sete, oito pessoas vão lá atacam, queimam aldeias, e matam cidadãos indefesos. Então, enquanto essa situação prevalecer, para nós não podemos considerar o teatro de operações livre do inimigo. Mas a situação que prevalecia até final do mês de Junho, já não é a mesma em que o inimigo tinha uma iniciativa de atacar as nossas forças, de atacar e ocupar espaços como aldeias, e tudo mais”, afirmou o comandante.

Chume reiterou que o objectivo agora é cortar todas as linhas de comunicação do inimigo entre o local onde se esconde e os locais onde há possibilidade de conseguir comida.

Patrulha das tropas do Ruanda em Mocímboa da Praia, Cabo Delgado, Moçambique
Patrulha das tropas do Ruanda em Mocímboa da Praia, Cabo Delgado, Moçambique

“É isso que estamos a trabalhar neste momento”, anunciou.

Por outro lado, as chefias militares de Moçambique, Ruanda e da SADC decidiram estabelecer um novo comando conjunto de operações, que vai ser dirigido por Maputo e que irá incluir equipas envolvendo elementos de todas as partes .

O comandante do exército de Moçambique admitou que a guerra pode “levar um ano, dois anos, três anos”.

“O que nós queremos é o aniquilamento total do inimigo. Se isto durar somente uma semana, estaremos satisfeitos. Mas o que vamos fazer é que o sofrimento do nosso povo não seja prorrogado por longos períodos de tempo. É isso que nós discutimos”, garantiu Cristóvão Chume, sem no entanto, revelar quantos terroristas foram capturados e mortos.

Ele concluiu que os que aterrorizam Cabo Delgado vão ser eliminados.

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