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Comandante da Polícia angolana pede desculpas à família da "zungueira" morta por agente


Paulo e Almeida diz que agente errou e está detido

O comandante-geral da Polícia Nacional (PN), Paulo de Almeida, pediu desculpas à família da vendedeira Juliana Cafrique assassinada por um agente da corporação, que está detido e submetido a um processo disciplinar e criminal, que "poderá culminar com o seu afastamento da corporação, por má conduta".

“O agente da corporação falhou durante a sua actuação” ao utilizar a arma de fogo diante de uma cidadã indefesa, afirmou Almeida ao Jornal de Angola, em referência à zungueira assassinada no bairro Rocha Pinto, em Luanda.

"Sempre aconselhamos os nossos efectivos, que em caso de os cidadãos que fazem a venda ambulante estiverem a prejudicar o trânsito e a afectar a ordem pública, devem somente aconselhar para se retirarem dos locais, de forma pedagógica, evitando usar a arma de fogo", sublinhou o comandante-geral da PN.

Entretanto, na quarta-feira, 13, o porta-voz do comando provincial de Luanda, Mateus Rodrigues, disse hoje em conferência de imprensa não haver nada que justifique um disparado indiscriminado contra uma cidadã, acrescentando que dois agentes foram detidos e serão responsabilizados disciplinar e criminalmente.

Mais tarde em conversa com a VOA Mateus Rodrigues acrescentou que o combate à venda desordenada é feito pela “fiscalilzação” e não pela polícia que só intervém quando a situação “está insustentável”.

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