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Coligação contra Estado Islâmico cria grupo de trabalho para África e aponta situação em Moçambique


Os chefes da diplomacia da Itália, Luigi Di Maio (esq) e dos Estados Unidos, Antony Blinken (dir) em Roma, 28 de Julho de 2021

Governo moçambicano participou como observador na conferência que reiterou empenho na luta contra o terrorismo em todo o mundo

Os ministros dos Negócios Estrangeiros dos 83 países que integram a coligação global contra o Estado Islâmico manifestaram-se preocupados com a presença cada vez maior de afiliados e redes do denominado Estado Islâmico na África Subsariana, que, segundo eles, ameaçam a segurança e a estabilidade.

Numa reunião separada da conferência realizada nesta segunda-feira, 28, em Roma, Itália, eles destacaram a situação em Moçambique e na região do Sahel e garantiram o seu apoio à luta contra o terrorismo.

"A coligação está empenhada em trabalhar com os países afectados, para enfrentar as ameaças representadas pelo Estado Islâmico em África, para garantir a derrota global e duradoura da organização com o consentimento prévio dos países em causa e em total respeito com o direito internacional", reforça o comunicado.

Os ministros saudaram a presença de delegações de vários países africanos como observadores da reunião ministerial, entre eles Moçambique, Gana e Burkina Faso.

Eles “enfatizaram a protecção de civis como uma prioridade e afirmaram que o direito internacional, incluindo o direito internacional humanitário e o direito internacional dos direitos humanos, conforme aplicável, bem como as resoluções relevantes do Conselho de Segurança da ONU, devem ser respeitados em todas as circunstâncias”.

Sob proposta do chefe da diplomacia italiana, Luigi Di Maio, a conferência decidiu criar um grupo de trabalho para combater o movimento 'jihadista' na África subsaariana, com a tarefa, numa primeira fase, de identificar as ameaças na região.

Na abertura do encontro, o secretário de Estado americano congratulou-se com o combate contra o Estado Islâmico, mas avisou que ainda há cerca de 10 mil combatentes do grupo terrorismo no Iraque e na Síria.

“Fizemos grandes progressos porque trabalhamos juntos, então esperamos que todos fiquemos empenhados nesta luta contra esta organização terrorista até que ela seja definitivamente derrotada”, afirmou Antony Blinken.

Ele insistiu na necessidade de se lutar contra as células residuais do Estado Islâmico que permanecem na Síriae no Iraque,“para travar a sua crescente ameaça em África”.

A coligação admitiu como novos membros a República Centro-Africana, a República Democrática do Congo, a Mauritânia e o Iémen.

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