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CNE ignora pedido do CIP para a análise do registo eleitoral de Gaza


O Centro de Integridade Pública (CIP) lamenta que a Comissão Nacional de Eleições (CNE) ainda não tenha respondido ao seu pedido para financiar uma auditoria aos resultados do recenseamento eleitoral na província de Gaza, sul de Moçambique, e avisa que se isso não for feito, vai pôr em causa todo o processo eleitoral.

Em carta enviada à CNE no passado dia 12, em que manifesta a disponibilidade para financiar essa auditoria, o CIP pede o acesso à base completa de dados dos eleitores inscritos em Gaza, para analisar a disparidade existente entre os números da Comissão Nacional de Eleitores e os do Instituto Nacional de Estatísticas (INE).

Segundo o CIP, o INE diz ter recenseado, em Gaza, 836. 581 cidadãos em idade eleitoral, e os órgãos eleitorais afirmam que o número de pessoas inscritas é de 1. 166. 011, uma diferença de 329.430 eleitores.

"A CNE ainda não respondeu ao nosso pedido", lamentou Borges Nhamir, do pelouro de eleições no CIP.

A uma pergunta da VOA se não está a ficar tarde para se fazer esse trabalho, uma vez que falta muito pouco tempo para as as eleições, Nhamir respondeu que "nunca é tarde".

"Nunca é tarde para realizar a auditoria, porque é uma questão de esclarecimento de números essenciais, que se não forem esclarecidos vão pôr em causa todo o processo eleitoral", destacou o investigador do CIP.

O porta-voz da CNE, Paulo Cuinica, agradeceu o interesse do CIP em apoiar o processo eleitoral, sublinhando acreditar que, "independentemente da resposta que o CIP for a receber, não irá desistir da ideia de financiar as eleições, tal como o fazem outras organizações da sociedade civil".

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