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Cinco membros do Governo britânico demitem-se em oposição ao acordo sobre o Brexit


Theresa May

Theresa May defende acordo que "não o final, mas um esboço"

Cinco membros do Governo britânico pediram a sua demissão nesta quinta-feira, 15, depois da aprovação ontem pelo Executivo de um esboço de um acordo para a saída do Reino da União Europeia, Shailesh Vara,

O secretário do Brexit, Dominic Raab, a ministra do Trabalho, Esther McVey, o secretário de Estado para a Irlanda do Norte, Shailesh Vara, a ministra 'júnior' para o Brexit, Suella Braverman, e uma secretária parlamentar para a Educação, Anne-Marie Trevelyan, entregaram os cargos em carta enviada hoje à primeira-ministra Theresa May na qual apontam a sua discordância com o acordo.

"Não posso, em boa consciência, apoiar os termos propostos para o nosso acordo com a União Europeia", afirmou o secretário do Brexit, Dominic Raab, no Twitter, que declarou não poder "conciliar os termos do acordo proposto com as promessas que fizemos ao país"

Por seu lado, o secretário de Estado britânico para a Irlanda do Norte, o conservador Shailesh Vara, escreveu no Twitter não "poder apoiar o acordo de retirada concluído com a União Europeia”.

A ministra do Trabalho e das Pensões britânica, Esther McVey sublinhou que o documento "não honra o acordo alcançado".

Entretanto, a primeira-ministra, que foi recebida com gritos no Parlamento, reagiu dizendo que este não é o acordo final e que a saída da União Europeia tem de ser de forma suave e ordeira".

May disse respeitar a decisão dos ministros que renunciaram, mas destacou que o processo de separação exige escolhas difíceis.

“A escolha é clara: nós podemos escolher deixar sem nenhum acordo, arriscar não ter nenhum Brexit ou escolher nos unir e apoiar o melhor acordo que poderia ser negociado”, declarou a premiê. "Votar contra o acordo nos levaria de volta à estaca zero", afirmou a primeira-ministra.

Theresa May ressaltou que o acordo é o rascunho de tratado para que o Reino Unido deixe a União Europeia de maneira suave e ordenada a 29 de Março de 2019.

A chefe do Governo acrescenta que o acordo preliminar estabelece as bases para uma futura relação que atenda aos interesses britânicos, ao assumir que "o controlo de nossas fronteiras, leis e dinheiro, protege empregos, segurança e integridade do Reino Unido”.

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