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Cidadãos da ilha do Príncipe ameaçam com protesto devido ao aumento do custo de vida


Porto de Santo António, Ilha do Príncipe, São Tomé e Príncipe

Em carta dirigida aos órgãos de soberania dizem que tudo vai mal na ilha e pedem respostas

Cidadãos da ilha do Príncipe ameaçam sair à rua em protesto dentro de oito dias contra o aumento do custo de vida, falta de energia eléctrica, ausência de ligações aéreas e marítimas, deficientes condições no único hospital da região, entre outras reivindicações.

Em cartas endereçadas a todos os órgãos de soberania de São Tomé e Príncipe e ao Presidente do Governo regional, um grupo de cidadãos exige soluções imediatas dos problemas sociais e económicos que afectam a ilha do Príncipe.

António Carvalho, porta-voz do grupo que entregou na sede do Governo regional do Príncipe a carta, diz que tudo vai mal.

“Estamos a sentir na pele. Tudo está para pior. Falta de energia eléctrica, falta de transporte marítimo, elevado preço dos produtos de primeira necessidade...tudo no Príncipe está mal. Estamos a comprar gasolina a 100 dobras o litro”, exemplifica Carvalho.

A mesma gasolina que na lilha de São Tomé custa um dólar e 40 cêntimos o litro, é vendida no Príncipe a cinco dólares.

O custo da dupla insularidade recai ainda sobre outros produtos de primeira necessidade, como óleo alimentar, farinha, feijão, açúcar e arroz, que custam o triplo na região autónoma em comparação com a ilha maior.

Os comerciantes dizem que não têm outra saída perante o custo do transporte marítimo para o Príncipe.

“No passado, o Governo central subvencionava alguns produtos, mas deixou de o fazer. Quanto ao combustível também não podemos fazer nada devido à irregularidade do transporte marítimo para a região”, afirma Hipólito Cassandra.

O secretario de Estado do Comercio, Eugénio Graça, diz que está à procura de solução para a falta de combustível e o elevado preço dos produtos de primeira necessidade.

“Estamos a ver com agências de navios a questão das ligações regulares de forma a solucionar o problema de combustível e quanto aos preços de outros produtos estamos a estudar formas de retomar a subvenção através de uma verba no Orçamento Geral do Estado”, garante o governante.

A carta dos cidadãos indignados da Ilha Príncipe, com ameaça de manifestação popular para a próxima semana, já seguiu para o Governo central.

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